segunda-feira, 16 de novembro de 2009

POEMÍNIMO


Ausente
Pensando
Carente
Sofrendo

Dolente
Clamando
Doente
Chorando

Silente
Sentindo
Doendo

Descrente
Penando
morrendo

domingo, 15 de novembro de 2009

MORDAÇA


O episódio Adriana Vandoni não é nada mais nada menos do que uma extremada burrice política. É como se colocar apenas uma rolha no imenso volume de indignações represadas e que já vasa diuturnamente por milhares de outros furos. Uma tentativa de intervir em algo que já se encontra fora de qualquer controle e que é o inquantificável universo de blogs e sites da internet e que eu chamo de mosca na sopa, como bem o disse Raulzito.

E é por aí que o tiro sempre sai pela culatra. Existe nesse meio uma espécie de pacto branco, em que qualquer ação de proibição equivale a milhares de outras maiores e contrárias.

A conseqüência dessa estranha “censura” já desandou uma revolta na blogsfera do Brasil inteiro. Se antes era só a Vandoni e mais uma meia dúzia de gato pingados a falar a verdade e nada mais que a verdade sobre a enojante sujeira que envolve a Assembléia de Mato Grosso, hoje são milhares a espalhar a noticia. Se não tudo o que é merecido, pelo menos, e no mínimo esse espantoso “calaboca”, disparado covardemente contra a postura corajosa de uma blogueira, que nada mais fez que destampar uma das fossas do merdeiro e da fedentina que envolve todas as instâncias políticas do Brasil.

E a ordem é clara e soa de forma irritante: Cale a boca Vandoni!

Isso dói. Machuca. Corrói princípios. Desnorteia o senso de liberdade. Corrompe as diretrizes primárias da livre manifestação. Impõe silêncio sobre informações que precisam ser repassadas, para que não caiamos mais nessas arapucas armadas pelo poder econômico.

Cale a boca Vandoni ! Será que não é possível ver que cento e poucos processos por falcatruas de todas as espécies, ainda não são motivos suficientes para incriminar quem quer que seja ou chamar alguém de desonesto?

Cale a boca Vandoni! O povo não pode saber disso, sob pena de atrapalhar a permanência dessa Excelência , como mais um dos eternos ocupantes das enojantes Assembléias Legislativas do Brasil inteiro.

Cale a boca Vandoni! A justiça não pode permitir que apenas as provas levantadas pelo Ministério Público, sobre safadezas que envolvem milhões e milhões de reais, até com cheques descontados por um dos maiores demônios que esta terra já pariu e hoje presidiário, sirvam de munição para perfurar a honestidade e a postura honesta de um Presidente de Assembléia.

Cale a boca Vandoni! Mas não fuja da luta. A própria história haverá de desatar essa mordaça e nós estaremos juntos aplaudindo a desmoralização pública de todos aqueles que se atrevem a fazer o povo brasileiro de idiota.

Cale a boca Vandoni! Você começou tudo. O resto fica com a gente. E ninguém vai descansar enquanto não jogar essa merda por todos os ventiladores do Brasil e do mundo, pra que não reste dúvidas a respeito da culpa e que tudo volte aos seus devidos lugares.

Cale a boca Vandoni! Chico Buarque, - em seu Hino à Repressão - diz por você tudo o que se encontra entalado na garganta de todos : “... se definitivamente a sociedade só te tem desprezo e horror/E mesmo nas galeras és nocivo, és um estorvo, és um tumor/Que Deus te proteja /És preso comum/ Na cela faltava esse um”

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

BÊBADO É FODA...


Outro dia aconteceu uma dessas sextas feiras totalmente vazias. A namorada numero 1 - a quem eu dedico muita fidelidade - precisou viajar por problemas de doença em família. A numero 2 merecedora de pouca ou quase nenhuma , acho que estava com preguiça de eu. Notei pela voz . E a numero 3, bem ao nível de uma ficante, deve ter resolvido me cornear por aí.

Pronto. Lascô-se. Tv nem pensar.Depressivo demais. E, além da chatice, eu mexo tanto no controle remoto que o pobre coitado ficou doidinho da cabeça. Eu teclo o canal 6 e ele pula pro 58, no 7 um salto pro 96. Tive que prestar uma atenção danada até descobrir a sandice dele. Acabei conseguindo e hoje eu assisto o Jornal da Bandeirantes apertando o 29 e dando uma piscadinha rápida na tecla mute. A Globo só pega no 35, tecla mute e um beijinho.

Mas como ia dizendo, a sexta não oferecia qualquer possibilidade. E nessa indecisão, tomei um banho, comi um frio soborô do almoço e me mandei pra rua sem me importar com o destino. Afinal quem não tem pra onde ir, vai pra qualquer lugar.

Logo me veio a grande idéia de ir pro EU SE ODEIO, um barzinho que fica mais ou menos a 100m do profundo abismo do fim do mundo, mas é lugar de gente consciente e politizada, e onde não muito raramente se encontra boa conversa. Toquei pra lá e no caminho resolvi ressuscitar um velho CD do Taiguara. De cara ouvi aquela letra que dava um toque Cult à ala dos bichos grilos da década de 70 : “Eu desisto /não existe essa manhã que eu perseguia/ um lugar que me dê trégua ou me sorria/ uma gente que não viva só pra si...”

Triste idéia a de ir pro EU SE ODEIO. Em lá chegando dei de cara com a turma da língua grossa. Um povinho extremadamente do contra sobre qualquer assunto. Se alguém fala que gosta de laranja, por exemplo, o circo pega fogo na hora. Laranja faz mal por isso e aquilo. Tem gosto nenhum. Outro já vem com uma babaquice escrita no ano passado, bem no fiofó da internet, que condena radicalmente a fruta. E por aí adiante.
Pois eu cai na besteira e comecei um assunto:

___ Voces viram a última do Lula?

Nem me perguntem qual era a última porque não me lembro. Até porque todo dia tem uma. O que eu sei foi a surra que levei por ter levantado o assunto. O pau comeu. Eu virei idiota, mal informado, reacionário safado, pelego da revolução, tipinho da pior espécie, puxa saco de político e outras e muitas cacetadas. Quando eu já estava humilhado, me sentindo o resto do cocô do cavalo do bandido, resolvi me mandar do antro. Mas antes marquei bem o rosto do Pedro Boca. Não por acaso, o mais falador de todos.

Pensei em todas as argumentações para rebater a discurseira daquela cambada de pinguço e, com tudo na pontinha da língua, resolvi voltar no bar e devolver a surra praquela cambada. Fiz isso mas fiquei decepcionado. A turma não estava no bar.
Insisti no outro dia e mais um dia ainda e nada. Por fim desisti.

Um dia da outra semana, estava eu tomando o café da manhã numa padaria e quando menos espero advinha quem entra? O Pedro Boca. O poróprio. È hoje! Pensei comigo. E fui logo chamando o cabra pra sentar do meu lado.

Não dei nem tempo dele falar nada. E destampei uma verborréia enquanto ele me olhava surpreso. Falei um monte. Disse isso e aquilo e aquilo outro. Pedro ouviu tudinho, calado e sisudo sem dar uma palavra. Ao final perguntou:

___Terminou?

___Terminei sim, respondi. Tava tudo entalado aqui seu Zé buceta. E eu queria que você fosse homem e ficasse nervoso pra gente resolver isso no tapa. O que você me disse naquele dia seu cachorro, não se diz pra felá da puta nenhum.

Ele respondeu surpreso:

___Euuuuuuuu? Que o que ômi rapá! Você ta muito enganado! Odeio política! E nem freqüento roda de quem gosta de política! Nunca na minha vida esta boca se abriu pra falar dessa merda! Sai de mim....

Levantou e foi-se embora.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DO LENTO PASSAR DOS MEUS SEGUNDOS


Existe um anjo que conduz o mundo
Por vezes displicente como o acordar de uma criança
Por outras, carrasco
Aos que se atrevem em não ver
As benesses da preguiça.

Com os despreocupados o anjo é benevolente.
E acompanha docemente, os passos dados na vida.
E deita junto na rede, onde se faz poesia
E ri em toda a risada, vadio na calmaria.

Mas quando o anjo percebe,
Que alguém o acelera,
Aí o anjo exagera, a obedecer o mandante.
O ano vira um foguete, cujo passar não percebe
O pobre desesperado.
E a vida vai se minguando, como um riacho na seca.
E quando menos se espera
O anjo joga na tela e em letras grandes: The End.

Portanto tenha cuidado, com os pedidos a esse anjo.
Quem pedir mais leva menos,
Do anjo que rege a vida,
Do anjo que rege tudo,
Um anjo chamado tempo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

MEU BRASIL BRASILEIRO


2009 já no lusco-fusco, fim de ano se aproximando, 2010 já dando chutes fortes na barriga do tempo …daí pensei: porque não propor uma medalha para os bufões do ano em curso? Uma singela homenagem a todos aqueles que fizeram de conta que fizeram, disseram que não disseram o que disseram e roubaram o que disseram que não roubaram.

Institui então o PRÊMIO SAFADO DO ANO. O vencedor será o felizardo ganhador de excelentes mordomias, também pagas pelo dinheiro do povo. Estadia de 10 anos em Presídio Federal, traslado grátis, refeições gratuitas e ainda aquela sensação bucólica de vida no campo, sem celulares, sem internet e outras aporrinhações que tais.

Quis dividir o prêmio em algumas categorias, mas acabei descobrindo que para 2009 não daria. Até porque todas as premiações iriam parar em um nome só. Um político que pode ter peito pra desafiar a paciência de todos os brasileiros,apoiar comparsas petistas para o STF, fazer conluio com os maiores marginais do Brasil, incentivar movimentos fora da lei e outras e outras traquinagens, mas não o teria para caber tantas medalhas.

Nunca antes na história do Brasil alguém venceu o concurso da pilantragem em todas as categorias como esse vitorioso.

Daí mandei cunhar uma só. E hoje pubico a foto da medalha. Oportunamente informarei o nome do SAFADO DO ANO.

MEU BRASIL BRASILEIRO


Um tal de Lloid Olsen, vivente da cidade de Fruita no Colorado USA, lá pros idos de 1945 supreendeu o mundo mostrando o Mike(foto), um frango que teve a cabeça decepada pelo dono - doidinho por uma cabidelazinha humilde - e que sobreviveu durante seis meses sem o quengo.

Se Olsen fosse vivo ainda, iria ficar pasmo. Frango sem cabeça é pouco. Por aqui a gente tem ministra demiolada, deputado e senador de miolo mole e o pior: nada de franguinho xexelento. Nós temos mesmo é um jumento sem cabeça.
Eita terrinha mal assombrada, vixe!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

RÉQUIEM



Envoltos nos mistérios da palavra
E ações de opróbios muito sérios
Putrefam velhos corpos, os cemitérios,
No desmonte final que a terra lavra

Ali se igualam velhos assassinos
Homens santos, guerreiros e covardes
Que se arrependem dos seus desatinos
Ouvindo de si mesmos: __já é tarde!

“Se eu pudesse voltar eu não faria”
Dizem todos negandos os próprios feitos
Fedendo o desencarne nauseabundo

E ali inertes com as mãos nos peitos
Vêem vivos chorando de alegria
Por menos um demônio neste mundo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO






terça-feira, 27 de outubro de 2009

REVOLUSSAO CULTURAL TUPINIQUIM


Nem pensar Quero não Chega Parei com isso Nada de pontos Nada de virgulas Nada de acentos Quero a liberdade de escrever assim sem amarras e sem freios Ninguem jamais me explicou o porque dessas desnecessidades Basta dar dois espaços no final de cada frase e começar com letra maiuscula e pronto Todo mundo entende que começa outra frase

E quanto aos acentos nem se fala Alguem por acaso deixou de ler corretamente esse maiuscula ai? Sera que algum imbecil conseguiu ler acentuando o cu ou o La?
Duvido Maiuscula tem acento tonico no us e fim de papo E quem leu esse tonico como se fosse Tonico que é um diminutivo de Antonio é mais imbecil ainda Nao existe palavra que suporte um Tonico pendurado em cima dela A construção desaba
O world é que nao anda gostando disso Fica cheinho de risco vermelho por baixo Mas em contrapartida os teclados agradecem Todos eles poderao vir sem acentos sem tremas e sem aquele idiota do ce cedilha Não vejo diferenssa nenhuma em escrever diferenssa com dois esses Ssa e ça soa do mesmo jeitinho e tanto faz um como o outro

Ninguem pensa com pontuassao grafica E ninguem fala palavra nenhuma com acento E se todo mundo entende assim fica facil escrever assim E alem do que existe aquela velha babaquice das palavras homonimas homografass e homofonas Assim Esse tanto pode ser a grafia da letra S quanto pode ser o pronome Esse E se isso pode tudo pode

E precisamos entender de uma vez por todas que vivemos em um Brasil de plena liberdade Ninguem respeita nada mesmo Respeito por aqui é um 38 na cintura como nos velhos oestes americanos Mas com uma diferença grande Por la todo mundo podia andar armado e o chumbo trocado nao doia tanto

So de uma coisa eu nao consegui me livrar ate agora Estou preso a algo que pode derrubar toda a minha arrancada modernista para acompanhar o sossialismo letrado que assola o Pais E essa coisa e o tal de ponto de interrogassao Nao da pra fazer pergunta sem ele Que merda

Mas eu nao desisto facil nao E posso escrever com ele e argumentar lapidarmente sobre sua necessidade Talvez o ponto interrogassao seja algo atavico para nossa gente Algo entranhado geneticamente e que nos impede totalmente de viver sem ele Estamos sempre cheios de perguntas e sem resposta nenhuma E quando com muito esforsso conseguimos uma respostazinha de nada vem um ministro ou um Presidente e muda todas as perguntas

E se alguem nao aceitar minha nova formatassao da língua portuguesa que va se lascar Pode continuar escrevendo como os reacionarios que nao aceitam a modernidade Da minha parte vou continuar tentando colocar a nossa lingua bem ao nivel da cultura do nosso mais querido aplaudido e internacionalmente amado líder Sei que meu Grande Rei vai adorar E nao estranharei de modo nenhum se isto virar uma PEC com o pomposo nome de PROJETO REVOLUCIONARIO FULO DO LASSIO

Meu Deus Onde vamos parar? ( olha a interrogação aí)

PLENITUDE

E a alma a responder toda alterada:
__”Não há espaço amor, não há espaço,
Neste coração abarrotado!
Todo entulhado, em parte, de tristezas.
Horrores de lições do mundo,
E outros sofridos trastes vagabundos.

__”Até lá no fundo, bem no fundo,
Jaz em cova rasa a esperança,
Natimorta do primeiro beijo.
A semente que escarneceu
do algum futuro .”

E a alma a responder enaltecida:
__”Por cima antigas decepções, os desamores
E o lixo dos poemas mal rimados.”

__”E há ainda entre arquivos mortos,
De preces não merecidas,
Oradas em vadias madrugadas,
Dezenas de canções jamais cantadas.”

E a alma a responder toda fechada:
__”Perdão ao novo amor, passante vida.
Não há. Por aqui não há mais vaga!
Está repleto o coração. Não cabe nada!”

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CLARO E ESCURO


O seu amor abrange, invade, expande
enquanto explode faiscante em brilho
Espoca milhões de afogueados raios
Que incendeiam qualquer vida fria
E eu aqui, refletindo essa beleza
Iluminado de amor, qual lindo dia.

Mas tenho um outro lado em dor sombria
De nada ser sem seu clarão, amada.
Mal comparando o amor, eficiente em tudo,
Somos sombra e luz, som e silêncio, palavra e poesia.

Um viva ao seu amor de plena exuberância!
Um viva a esse amor em vida aberta!

Enquanto eu, deficiente e mudo,
Rendo-me em ciúme quase cego
Na cruz que é carregar um amor poeta.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

CICERO CAVALCANTI AGORA TAMBEM NO TWITTER http://twitter.com/cicerocavalcant

TANTOS E TÃO POUCO

Somos tantos e tantos
e no entanto tão pouco...

Na cabeça, sãos e loucos,
no corpo apenas dois sexos
Ou os que nascem de um lado
e querem viver do outro.

Na pele só quatro ou cinco,
de melanina pintados.
No olho o azul, o verde e o preto
Na boca choro ou sorriso

No amor menos ainda
apenas de uns gostamos
E de outréns não gostamos:
ou amamos ou não amamos.
É amor ou desamor,
o todo do que sentimos.

Mas o mais que nos apensa,
Que nos torna tão intensos,
e sermos tantos e tantos,
é o de aceitar o que somos
E rejeitar nosso avesso.

Se somos assim tão pouco
Porque sermos tão contrários?

Para amar somos pequenos
No ódio somos imensos

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO





quinta-feira, 24 de setembro de 2009

BUSQUEI PRA VOCÊS...

“Sentença proferida em 1487 no processo contra o prior de Trancoso – autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, maço 7”: “Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres, trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas; da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres. El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo.”

terça-feira, 22 de setembro de 2009

CARTA ABERTA À IMPRENSA INTERNACIONAL


Prezados jornalistas,


Sou apenas um Brasileiro comum, desses que vivem a glória de ver que o seu País está merecendo ocupar um lugar de destaque no cenário internacional da economia e das políticas sociais. Muito me orgulho disso e para provar a minha satisfação em viver neste verdadeiro paraíso terrestre, faço um convite para que todos vocês venham conhecê-lo de perto.

Por aqui não falta absolutamente nada. A natureza é pródiga e tudo é lindo e de uma beleza plástica de causar surpresas constantes. Não temos desertos significativos. E nossas regiões mais secas guardam no subsolo bacias hídricas capazes de saciar a sede do mundo.

Por aqui temos 20% de todas as terras agricultáveis perenes do mundo, onde em se plantando tudo dá. O ouro aflora nas margens dos rios e sem muito esforço podemos apanhá-lo a olho nu e sem qualquer tecnologia. Por aqui há ferro em abundância. Água em excesso. Madeira que não acaba mais. Somos um dos maiores produtores de grãos do mundo. Nossa população bovina é de causar inveja a qualquer país desenvolvido, com um rebanho criado ao sol e portanto com muito mais nutrientes. O Brasil possui sete mil espécies de peixes espalhados em todos os seus rios. A fauna mais diversificada do mundo.

Por aqui se sonha de olhos abertos. As praias são incomparáveis, as mulheres maravilhosas e qualquer pôr-do-sol é uma verdadeira obra de arte. Aqui, a mistura de todas as raças rendeu ao mundo novas espécies de beleza feminina. Japonesas da cor de chocolate, mulatas com olhos de índias e com a negritude da jaboticaba, alemãs com cabelos negros e cacheados e outras e outras maravilhas.

Não há como descrever esse imenso orgulho de ser Brasileiro. Seres viventes de um dos maiores países em extensão territorial do mundo e com nada menos que quase nove mil quilômetros de praias. Tudo isso envolvo em um clima tropical mas com algumas manchas de regiões temperadas e frias, onde se pode tomar vinhos maravilhosos aqui produzidos e já considerados como de grande qualidade no mundo.

Somos a terra da cachaça, da feijoada e de outros pratos típicos tão saborosos quanto as mais refinadas iguarias internacionais. Enfim, vivemos em um País indescritível e que merece a visita de todos vocês.

Mas venham sem a burocracia de convites formais. Venham por suas livres vontades. Sózinhos e apenas com a vontade de retratar a realidade desta nossa querida pátria.

Venham de coração aberto. Não tenham medo.

Podem exibir seus celulares de ultima geração em nossos aeroportos ou abrir seus notebooks despreocupadamente em qualquer cafezinho de esquina. Andem por nossas periferias a qualquer hora da noite. Subam em nossos morros, que antes dessa grande virada de esquerda, nós chamávamos de favelas. Deixem suas maletas dentro dos automóveis estacionados nas ruas. Exibam seus relógios caríssimos nas ruas movimentadas de nossas capitais. Abram suas carteiras em público, e com toda a segurança mostrem-nas recheadas de dólares.

Aproveitem um pouco mais a estada e saiam por aí em nossas estradas, assim vocês vão entender um pouco mais deste Brasil. Fiquem tranqüilos . São vias bem cuidadas onde todos dirigem com muito respeito sem colocar a vida de ninguém em risco.
Façam uma visita de cortesia aos nossos hospitais públicos. Mas não se esqueçam de suas filmadoras ou máquinas fotográficas.

Visitem e fotografem nossas escolas de periferia. Aproveitem para questionar, a título de teste, nossos estudantes. Perguntem coisas difíceis como por exemplo quando terminou a segunda guerra mundial, ou quem foi Adolf Hitler. Peçam para que um deles cante por inteiro e afinadamente a primeira estrofe do nosso Hino Nacional.
Reparem na organização das nossas escolas. Sabatinem nossos mestres. Peçam pra ver seus contra cheques de pagamento.

Nessa honrosa visita, queiram ler por gentileza as páginas dos nossos jornais e sites na internet. Procurem nossas noticias políticas. Procurem saber um pouco mais do nosso legislativo. Procurem entender completamente o que chamamos de CPI ou Comissão Parlamentar de Inquérito.

Por aqui os políticos se perdoam. Alguns chamam outros de canalhas, de safados e de ladrões, mas não leve muito isso a sério. Em pouco tempo eles estarão de mãos dadas trabalhando incansavelmente pelo bem do povo. Não se esqueçam de comparar o patrimônio de todos eles antes e depois de se tornarem homens públicos.

Façam um retrato pormenorizado da nossa segurança pública. Pesquisem para ter conhecimento profundo sobre ela . Sobre nosso Poder Judiciário. Sobre nossas Supremas Cortes de justiça. Procurem se informar dos neologismos aqui inventados tais como “mensalão" , “ Penas provisórias”. Entrem em nossos presídios. Fotografem com vontade todas as cenas vistas com seus próprios olhos.

Assistam a nossos programas de televisão. Voces vão ficar maravilhados.
Não se esqueçam de na volta, produzirem novas matérias sobre a minha pátria.

Vou ficar esperando os novos elogios.

Sejam bem-vindos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

POEMA VAZIO


No momento em que os olhos vêem nada
Nem vultos ou fantasmas entre teias
Entremeio ameias, paz e sonho

No momento em que as mãos não tocam nada
Nem mesmo a si mesmo impuramente

No momento em que a pele perde o brilho
E se ausenta da luz, toda palavra

No momento em que os segundos são vazios
E saltam em tempos seculares
Brincando de eternidade nos relógios
Sem compromisso com a dor da madrugada

No momento em que os sons são mudos,
E todos os cantares surdos, choram a morte do violão

Fica estabelecida a dissidência
Fica estabelecida toda ausência
No reino donde mora a solidão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO






sexta-feira, 4 de setembro de 2009

NO BRASIL, CONSTITUIÇÃO E MERDA É A MESMA COISA (1)

Eu que não gosto muito dos detalhes, ás vezes com gostinho de fofoca de comadre . Daquelas que vêem na bunda da mulata que mora no vizinho, o fim da paz e da apatia sexual já estabelecida com o marido.

Prefiro a visão macro, cuja análise fica mais fácil, sem a necessidade de memória paquidérmica zisquerdista, que sabe a data e a hora do pum dos seus desafetos, qual o cheiro e a comida responsável pelo budum insuportável, para dizer que o do Cara não fede tanto.

Eu gosto de bater é na bunda inteira e não ficar dando besliscõezinhos safados e sem autoria. Ver a bicha tremendo com um pudim, e a muchacha gemendo que nem alma penada, enquanto a caneta deixa bem lá no fundinho, a assinatura do macho que firmou o documento.

Assim é melhor. E até porque quando a privada entope o único recurso é mexer na fossa, nada de ficar cutucando com varinhas a superfície, onde nem merda se vê. Nada de comparações do tipo o Cara fez isso , mas o governo passado fez aquilo ou pior: foi fulano, que não agiu como ciclano, que apoiou beltrano.

Ando cansado dessa conversinha. Até porque é bosta do mesmo pinico e esse Brasil em que vivemos vem se arrastando nas estradas pedregosas do desrespeito, desde que se entende por nação . E nesses cento e poucos anos de República os golpes se sucederam ininterruptamente, cada um provocando rasgos e imundices cada vez maiores nas constituições vigentes.

E a regra é essa: virou, mexeu, constituição se fodeu. E põe constituição nisso. Uma enfiada no rabo da outra. Provando que nesse País de politicalha atoa, constituição e merda é a mesma coisa.

O primeiro chute no saco da constituição veio com Floriano Peixoto, que passou por cima da carta magna da época, cujo texto rezava a impossibilidade de um vice assumir o poder, sem que o Presidente titular tivesse cumprido dois anos de mandato. Deodoro da Fonseca renunciou sem cumprir esses dois anos e Floriano, como o apoio do Congresso, forçou a própria posse.

E daí pra cá foi só furdunço. Hermes da Foseca e Arthur Bernardes governam em estado de sítio. Julio Prestes, eleito para suceder Washington Luís, foi deposto porque seu antecessor não aceitou a política do café com leite, que alternava a presidência entre mineiros e paulistas. E a vez era dos Mineiros.

E agora é que começa a putaria. Getulio faz cocô em cima do texto constitucional e governa como rei. Fecha o Congresso. Extingue os partidos políticos. E nomeia governadores a canetadas, chamando-os de interventores. Com todas essas ações pouco democrátias e que contrariaram sobremaneira os mamatêtas que perderam espaço, o pau comeu na casa da noca. E a pressão veio através de um movimento que exigia uma nova constituição para o Brasil.

A pendenga só foi resolvida quando a pressão constitucionalista foi resolvida.
E tome nova constituição. E linda.

Nela o voto passa a ser secreto; as mulheres ganham o direito de votar; o Brasil passa a ter um salário mínimo; a jornada de trabalho fica estabelecida em oito horas; crianças menores de 14 anos são proibidas de trabalhar; os trabalhadores ganham férias remuneradas e indenização em demissões sem justa causa.

Mas, novos ventos sopram e com eles presságios de tempestades.

Em meio aos berros histéricos de Hitler surgem no cenário político do País duas forças contrárias que, lutando entre si, acabam por jogar mais uma constituição no saco de lixo. De um lado os integralistas, nossos nazistas disfarçados, sob o comando de Plínio Salgado, nominada como Ação Integralista Brasileira. Do outro Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, encabeçando a Aliança Nacional Libertadora, que aspirava um projeto socialista tupiniquim.

Prestes, como grande líder que era, fez com que a ANL tivesse um crescimento rápido deixando Getúlio arrepiado e véiaco. Getúlio, que de bôbo não tinha absolutamente nadica de nada, colocou um alemão chamado Filinto Müller – por sinal matogrossensse - pra rumar o cacete em cima da comunistaiada. Não deu outra. Voou caco de comunista pra todo lado. E o Prestes foi preso.

Constituição morta constituição posta e com ela Getulio fecha o cerco. De um tabefe só põe a nocaute o Congreso; a liberdade de imprensa, etc etc e etc...e a putaria começa de novo. Putaria organizada. E tome constituição. Constituição de 1937, chamada de Polaca por se basear na carta magna da Polônia.

Ladino , Getúlio se alia à AIB pra combater os comunistas. Mas era conversa pra boi dormir, do tipo das que a gente vê hoje em dia entre partidos políticos, mas que só vale hoje, porque amanhã é outro dia.

No momento certo o baixinho gaúcho acaba com o chega pra cá meu bem e põe um fim nas juras de amor eterno. Os integralistas se emputecem e tentam tomar o poder e conseguem cercar o palácio Guanabara, sede do Governo à épóca.

Meu de Deus! O que morreu de gente não foi brincadeira. Era integralista correndo pra tudo que é lado, outros sendo presos e inumeráveis outros mortinhos da silva, mais furados que táuba de tiro ao álvaro.

Mesmo Governando a ferro e fogo o imperador Vargas consegue criar as bases do Brasil moderno. E com idéias revolucionárias para a época. Entre elas a Usina Hidrelétrica de Paulo Afons, a Copanhia Vale do Rio Doce, o Conselho Nacional do petróleo, a drenagem do rio São Francisco, fabrica de aviões, construção de estradas de ferro e de rodagem.

(continua)

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO






terça-feira, 1 de setembro de 2009

PERDA TOTAL


PERDA TOTAL

Perdi minha parte do céu

Onde avoava sem asas

Perdi a maciez das nuvens

Que eu caminhava em leveza

Perdi minha natureza

A folha, o caule, a raiz

Perdi meus momentos de febre

Respiração ofegante

Perdi meus beijos gostosos

No ofertório das manhãs

Perdi meus doces Te amo

Perdi minha paciência

Perdi toda minha calma

Hoje sou todo a saudade

De um corpo pela metade

Cobrindo só meia alma

domingo, 30 de agosto de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO






sábado, 29 de agosto de 2009

DESESPELHO


Pensamos que somos mas não somos
E quando menos esperamos, eis que somos
Tudo o que em nossos planos, renegamos.
Invertemos, duplicamos, falseamos...
Omitimos, disfarçamos, enganamos...
Somos assim, parece, salvo engano
Somos engano, parece, quanto somos
A ilusão de todo desengano.

Já nascemos enganados de nós mesmos
No convívio eterno que aceitamos
Com essa podridão que nos faz assim humanos
E por precisarmos ser assim, sobrevivemos

É a fantasia que alivia esta viagem
A vida, amor, é um estranho espelho
Onde não somos a nossa própria imagem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO





segunda-feira, 24 de agosto de 2009

UMA ÍNDIA...


Eu queria, juro que queria ver isso. O desmantelo. A limpeza desse pau de galinheiro cheio de merda e fedor de titica em que foi transformado os poderes executivo e legislativo do Brasil. Porque galinheiro que se preza é assim: a merda é feita lá em cima, pelas cloacas sem penas de todos os rabos presos politiqueiros, mas cai aqui embaixo, inundando a raia miúda do resto da comilança desenfreada e da galinhagem sem limites desse Brasilzão podre.

Nessa minha ficção atordoada eu imagino que um povo inteiro tenha tomado vergonha na cara. E tenha se chamado aos brios, com uma vontade única e nunca vista por esta imensidão de Pátria. hoje Pátria desalmada para as necessidades dos seus filhos.Hoje Pátria mal amada por um conluio de comandantes, já cegos pelo brilho ofuscante do poder.

Eu imagino esse mesmo povo fazendo dos seus votos, a arma pacífica da sua própria libertação. Caminhando quase que em ordem unida, marchando aos acordes do hino Nacional Brasileiro, em altos brados retumbantes dentro de suas próprias consciências.

Calados. Introvertidos. Concentrados como a infantaria nos fronts de guerra. Cada um com sua vingança prestes a ser consumada.

Como arma, a escolha, o sufrágio. Um punhal de lâmina fria e afiada a ser cravado no peito do gingantismo que se transformou a desobediência, a falsidade, a desonestidade e o desrespeito dos que afrontam a dignidade e esculhambam a probidade e a honra.

Tão poderosa arma, que fará desabar no chão - na desarticulação do tombo inesperado - os que se imaginam acima do bem e do mal, mas que de uma hora para outra, podem virar massa humana disforme, exalando seus apodrecimentos nos cemitérios das inutilidades públicas, localizados nas próprios fossas onde passaram todas as suas vidas.

E surgirá uma índia, vinda das sombras da floresta amazônica. E a índia surgirá impávida como Bruce Lee. Um heroína do bem, que opta pela preservação e não pelo desabamento. Uma paladina da justiça que descerá numa estrela cadente, colorida e brilhante, e não de outra decadente e rubra de vergonha.

Uma lutadora de velocidade estonteante, que mesmo na rudeza de sua criação, trará honestidade , hoje mais necessária que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias.

E tomara que venha com a indignação própria dos humilhados. E levante sua bandeira bem alto e a partir dela comece o desmontar da indústria da roubalheira, hoje repleta de instrumentação precisa e de segredos guardados a sete chaves. E chafurde o merdeiro da Petrobrás. E levante a caixa preta dos mensalões. E exponha a público a vergonha dos gastos desenfreados que compram consciências e posturas, sob o título de implantação do socialismo que hoje desmoralizariam os lapidares que o criaram.

E na pecha sem tamanho de ver tais safadezas expostas ao mundo, todos guardaríamos esses criminosos em prisões fétidas, afastados de uma sociedade que só quer paz, trabalho e justiça.

E aquilo que nesse momento se revelará ao povo, surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando terá sido óbvio.

E eu quero essa índia lá. Deus há de querer essa índia lá. E com ela um novo Brasil.Um Brasil que me orgulhe. Que me faça sentir filho e não um pária cuja honestidade lhe seja descabida. Um Brasil que me honre. Um Brasil que reconheça que acima da vontade de qualquer pessoa, existe o direito de todos, na ordem e no progresso. E nunca na desordem e no retrocesso.

Pelo menos sonhar ainda é possível.

domingo, 23 de agosto de 2009

BUSQUEI PRA VOCÊS...

Quem tem memória curta talvez precise desta ajuda. Um museu especial que tem o acervo dos mais abusivos casos de corrupção do Brasil. Museu da Corrupção. Isso mesmo. Dá um clique lá.

www.muco.com.br

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO




Honestidade é tudo...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O QUE É QUE EU FAÇO COM ISSO?


Minha honestidade ideológica, com a qual almejei apoiar um verdadeiro líder que, junto a mim e apoiado pelo meu voto e todas as minhas intenções de viver em um País mais justo, transformar esta maravilha chamada Brasil, em uma terra repleta de igualdade e fraternidade.

Meu espírito cristão que pretendia colocar à disposição de congregações religiosas decentes e humanitárias. Pastores e guias espirituais que dessem lições de moral e bons costumes, sem safadezas, sem pedofilia, sem taras, sem traições aos princípios de igualdade e fraternidade.

Meu caráter moldado na formatação da lei e do respeito ao direito alheio e que não me permitem conchavos com quem quer que seja que não obedeça os preceitos de cidadania. Que não admitem que eu busque benefício próprio, a qualquer título, apoiado em safadezas de qualquer natureza ou em pessoas sem escrúpulos e sem noção de limites.

Minha vontade de viver em um País decente guiado por estadistas verdadeiros, desses que não admitem que a riqueza de alguns signifique a miséria de outros. Homens públicos que dignifiquem cada vez mais os fundamentos de uma Constituição, hoje desrespeitada e sem cumprir seu papel de dar conteúdo de justiça a todo o relacionamento humano.

Meu sonho de receber elogios por ser Brasileiro e não o pesadelo ou a vergonha de ser considerado como parte de um povo afeito a falcatruas de toda espécie, por todos os países do mundo.

Meu anseio de receber a contrapartida justa de tudo o que me é retirado a título de impostos.

Meu empenho em viver de foma cidadã, respeitando e sendo respeitado pelo próximo.
Minha agonia de pelo menos uma vez na vida receber uma noticia boa e não degradante, do meio político no Brasil.

A certeza que eu sempre tive de que um líder surgiria, mesmo sem curso superior, sem cultura e vindo de classe social carente, e surpreenderia com ações dignas de quem se dedica ao bem estar de todos, com base na lei e na ordem social vigente.
Acho que vou jogar tudo isso no lixo. Coisas sem utilidade. Conceitos sem possibilidade de uso.

Só não pergunto aos que acham que existe um socialismo moderno sendo implantado no Brasil. Eles, com certeza, vão me mandar enfiar na bunda.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

E AGORA JOSÉ?


E AGORA JOSÉ?

Essa de querer tirar o Sarney da Presidência do Senado sob a honrosa pretensão de moralização , que de repente, não mais que de repente, invadiu os brios do Poder Legislativo, é a maior e mais deslavada basófia de todas as que já li nesse mundão virtual. Que moral pissirica nenhuma. A verdade é outra. Ou a mentira é a mesma.

Mentiras iguais a todas as que já estamos cansados de ouvir e o pior: vindas das mesmas bocas. Porque é tudo farinha do mesmo saco. Bichanos do mesmo balaio de gatunos, que hoje se sentem incomodados, porque talvez o tão mal falado e malfadado José, ande monopolizando as possibilidades da ladroagem desenfreada.

E essa força toda não vem de sua expressividade política, e sim de altíssima capacidade de costurar conchavos de toda ordem e apoiar o poder, esteja ele com quem estiver. O elemento em questão já foi tudo. Pelego da revolução de 64, amaziado político de Tancredo Neves. Foi da direita radical, da direita moderada, da direita volver e da direita ordinários marchem.

É sempre bom lembrar que o Band - band de bandido e não de banda - Lider da mais alta corte legislativa do País foi eleito com pouco mais de 160.000 votos, pelo inexpressivo colégio eleitoral do Estado do Amapá. Para se ter uma idéia da ninharia que isso significa, basta compará-lo com Eduardo Suplicy – aqui sem julgamento de méritos - eleito com 9.000.000 de votos. Em outras palavras: um Suplicy equivale a 60 Sarneys, quase um Senado inteiro de josés.

O golpe inteligente, ou puramente displicente, veio do politicamente incorreto Lula. O que pareceu ser uma jogada genial virou um verdadeiro tiro pela culatra. Com ela Luís procurou o apoio da direita xiita, ainda incerta de querer abrir os braços do poder para a temida classe dos trabalhadores. Isso faria de José a terceira perna onde seria instalada a mesa de um fictício plano socialista, em curso nas Americas Latrinas de Chaves e outras imbecilidades de plantão.

Mas deu errado. A perna era podre. Defendendo Sarney ele irritou de forma irreversível o cordão de puxa-sacos, que cada vez aumenta mais, e outros mama-têtas, que abriram fogo contra o parlamentar e não vai descansar enquanto não transformar seu mandato em tábua de pirulito. Direita e esquerda colocando o José em um fogo cruzado quase impossível de ser defendido.

E o resto é conversa fiada. Um povo inteirinho cagando e andando pro Congresso e o Congresso inteirinho cagando e andando para o povo. Até porque o Brasil ta pouco se lixando pras safadezas ou benesses ou mordomias ou quantidade de cargos que essas Excelências puxaram para seus familiares e apadrinhados. Essas safadezas já criaram calos na consciência dos eleitores brasileiros e uma conseqüente insensibilidade.

Na verdade o que está em jogo é o Poder e não a moralização do que não tem conserto e nem nunca terá, como já o disse o velho Chico.

E em se tratando de poder a regra é: quanto maior a merda que um homem possa fazer e quanto maior a ambição que esse homem tenha, mais perigoso ele é
.
E mais: O que irrita num cachorro não é a ração que ele come, e sim o estrago de sua mordida ou o tamanho do cocô que faz.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

QUE CONVERSA É ESSA?


Vamos parar com esse conversê danado! Ninguém anda agüentando mais essa baboseirol totalmente non sense. Que conversa de socialismo ou capitalismo o que sô! Isso são termos retóricos que só servem pra orientar ou desorientar os intelectuais butequeiros de plantão ou os arremedos de cientistas políticos, que vivem a colocar à vista de todos, opiniões totalmete fora da realidade.

Que se instale um ou outro de uma vez. Já fazem quase oito anos que a cambada petista tenta implantar essa merda e isso não anda. E o máximo que essa maravilhosa tentativa milagrosa conseguiu, foi repassar dinheiro que sai do bolso paupérrimo do trabalhador Brasileiro, pras mãos de quem não tem a mínima possibilidade de futuro honrado. E eu chamo e futuro honrado aquele onde o cidadão trabalha pra ganhar seu próprio sustento. E sem querer me aproveitar de frases de efeito, preciso lembrar de outro nordestino que também passou fome na grande cidade, mas que dele não se tem notícia de safadeza de qualquer espécie: nunca dê uma esmola para um homem que é são...o resto todo mundo sabe.

O que o Brasileiro precisa é de dinheiro e não de discussões ideológicas. Dinheiro surrupiado, roubado, retirado à força pela ladinagem política que hoje dirige esta nação. Dinheiro que vasa como água pelo ralo escancarado da safadeza e da falta de vergonha. Dinheiro que lhe é tomado a toda hora quando compra a própria sobrevivência.

Quero lá saber de socialismo implantado devagarinho? Quero não! E até porque nossos verdadeiros inimigos não são ideológicos, são reais, são palpáveis. O tráfico e a violência que nos sufoca e envolve é que andam gostando muito disso. Talvez esse socialismo tenha se esquecido de avisar pra bandidagem de rua, suas intenções humanas e bem intencionadas, e pedido para que ela pare com suas atrocidades, enquanto não seja possível dirigir verbas para a segurança pública.

Penso que esqueceram de avisar também ao vírus e bactérias de todas as espécies. Quem sabe, com uma solicitação bem argumentada, bem ao modelo das que o Lula usa para defender a pouca vergonha instalada, esses males deixem de perseguir a pobreza do País. Pelo menos enquanto as verbas destinadas à educação deixem de ser gastas pela safadeza vigente, teúda e manteúda do nosso suado dinheirinho de cada dia.

Penso também que esqueceram de pedir a toda a juventude para que tenha um pouco mais de paciência. O socialismo precisa de tempo pra expulsar de vez a ignorância que assola as cabecinhas ocas que freqüentam a analfabetice escolar do País. Talvez, quem sabe, em mais vinte ou trinta anos de governo austero como o que se vê hoje, tudo isso mude. E enquanto isso essa meninada pode muito bem ir se divertindo nas festinhas rave, fumando um inocente crackinho, um baseado inofensivo – recomendado pelo Minc – ou cheirando um pozinho inócuo.

Que cunversa é essa seu mano? Que papo é esse? Será que a cegueira é tão grande ao ponto de fingir não ver o monstro imenso da roubalheira generalizada? Será que a surdez é tão surda ao ponto de não ouvir os clamores do Brasil por mais honestidade? E que com ela de imediato este País vai se tornar feliz e farto? Será que esse pretenso socialismo não sabe que hoje, mais de cem bilhões de reais voam para destinos incertos, a partir dos ventos soprados pela bandalheira geral e irrestrita?

Quero saber de socialismo lento merda nenhuma. O Brasil quer é agora. Quer ontem. E aqui fica o desafio para os lulistas mal servidos. Adoraria ver as ações empreendidas em prol desse grande plano que não seja a mal intencionada bolsa família, o emPAC enganador, o fome zero que deu em nada ou outra falastrice de igual monta. Tudo escritinho item por item.

O que sobra é a governabilidade a qualquer custo mesmo ao da miséria, da insalubridade ou de uma geração inteira de semianalfabetos.

domingo, 26 de julho de 2009

FAXINA


Vote no proxeneta. No Alcoviteiro. No cafetão. Esses vão transformar tudo num delicioso puteiro. E, por lá, isso já é assim mesmo, só que funciona em atos secretos de Deputados e Senadores comendo jornalistas em gabinete. Com cafetões fica tudo explícito.

Vote em algum boêmio putanheiro e seresteiro. Gente da maior alegria. Cachaça a vontade festas, saraus e boca livre no congresso. A qualquer medidazinha provisória e tome cana, bandalheira e furdunço noite adentro. Farrancho aberto, livre, exposto e regado com a mesma qualidade do uisqui quinze anos da turminha de hoje. E aberto à visitação pública. Nada de segredinhos.

Vote no lanterneiro. No dono do motel. Naquele garçom simpático que dá as dicas sobre todas as gostosas que freqüentam o recinto. Vote no padre que come criancinhas. Vote no lixeiro. Lixeiros não gostam de lixo e quem sabe assim a gente faz uma limpeza nessa imundice.

Vote num xibumgo. Viados são honestos e ninguém melhor que eles pra agüentar o arrocho. Poucos comercializam o fiofó, na maioria das vezes dão de graça.
Vote no limpa-fossas. isso é tudo o que o congresso precisa.

Vote na puta, assim você fica livre de votar nos filhos dela.

No sapateiro. No pedreiro. No carpinteiro. No pizzaiolo, com este tudo fica em casa. No padeiro. No leiteiro. No fuleiro. No escambau a quatro.

Vote na puta que o pariu. Só não vote nessa corja que está aí. O Brasil não agüenta mais isso. Chega de safadeza. Chega de punga. Vamos tirar todo mundo de lá.

Pior do que anda, não pode ficar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO




quarta-feira, 22 de julho de 2009

O SAMBA DO GARANHUENSE DOIDO


No balanço dos grandes feitos do malfadado governo petista - neste infeliz País que sempre substitui sujos por mal lavados, na alternância do poder – o resultado é puramente retórica.

Um palavreado farto que aparece nos veículos de comunicação às custas de alguns bilhõeszinhos investidos na compra da mídia, subserviente às ordenações de um grande império de fantasia e de enganação. Palavras momescas que transformam o cenário político do Brasil em uma nova Sapucaí, por onde desfila uma só agremiação, cantando em altos brados, uma espécie de samba do crioulo doido.

E o povo canta junto. E não é um povo qualquer. È o povo da miséria. Por coincidência exatamente o povo que se orgulha de um governo paternalista, que lhe repassa mensalmente cerca de cento e poucos dólares, para ser aplaudido incessantemente, - como uma claque de napoleões retintos, barões famintos e pigmeus do boulevard – na epidemia burlesca que se instalou neste País inconsciente, inconseqüente e despolitizado.

O pior de tudo é a letra desse samba enredo , cantado insistentemente por esse Brasilzão afora. Um texto escrito com palavras demagogas que subverte e esconde a realidade, propondo transformar mentiras em verdades, na insistência diuturna da repetição dos seus bordões. E a mentira repetida mil vezes, transforma-se em verdade aos ouvidos despreparados e desinformados da grande maioria deste povinho desatento.
O estribilho principal é uma tal de bolsa família, que esconde dentro da fantasia publicitária e marketeira o outro viés de suas intenções. Uma verdade clara e que salta aos olhos, que é a formação de um alicerce na opinião pública para dar suporte à construção de um governo repleto de maquinações estranhas e conchavos duvidosos. Vista por olhos mais atentos não passa de compra desavergonhada de quarenta e cinco milhões de votos, que garantem a permanência no poder de quem quer que seja e com quaisquer intenções.

E o samba doido continua. E as passistas se contorcem de prazer quando seu grande líder, tendo como cetro uma garrafa de marrafo, estatela seus olhos vermelhos e esbugalhados de álcool, e sai tecendo seus comentários carnavalescos que imediatamente abrem gargalhadas nas consciências mais esclarecidas.Os miseráveis vibram nas platéias da subserviência, curvando-se ao medo de perder a esmola que recebem mês a mês.

Enquanto isso o rei traz para o seu séquito anjos e demônios, desde que se aquietem e entrem para a claque dos aplausos. Porque o rei os conhece a todos. E sabe que no fundo a escola, os sambistas e o samba são os mesmos. E sabe também que basta uma pequena ordem, para que se quebrem a sustentação de suas alegorias e esses carnavalescos se estatelem no chão expondo suas inomináveis vergonhas.

Outra parte do estribilho canta o PAC. Um Pacderme monstruoso e falso que se apresentou a princípio envolto na gorda quantia de 17 bilhões de reais, mas na passarela do samba real aparece magrinho com apenas cento e poucos milhões efetivamente liberados.

E enquanto a escola de samba passa, protegida por seus cordões de isolamento, a inadvertida platéia samba no custo de vida altíssimo, entregando quase a metade da esmola recebida na mão dos seus benfeitores quando compra o arroz, o pão ou a chinela de dedos. E uLula mesmo tendo que roubar energia elétrica por não ter como custeá-la. Mesmo deitada em macas insalubres jogadas aos corredores da saúde pública. Mesmo tendo filhos como traficantes, quando vivos. Mesmo sem qualidade de educação que hoje só se presta pra formar derrotados, e, no máximo flanelinhas, guardas noturnos e frentistas de postos de gasolina.

E enquanto o samba passa este país fica preso. Preso na safadeza da compra de consciências, em uma das mais brilhantes e perniciosas jogadas que uma nação já presenciou. Porque nunca este País vivenciou uma estratégia tão inteligentemente sórdida, ao ponto de transformar em lições elementares as pregações do satanista Rasputin ou de Maquiavel.

Uma hipnose coletiva que mantém por todos os meios, - aqui incluindo alianças com contraventores de toda ordem – a miséria Brasileira totalmente cega, perante a magnitude de sua portentosa ornamentação lúdica, paramentada de brilhos cintilantes e acompanhada por uma bateria ensurdecedora , para que ninguém ouça o que é combinado nos guetos à boca pequena.

Puro desfile de escola de samba. Unidos da falcatrua. Estação primeira da safadeza. Todo mundo cantando o samba do nordestino doido.

Nunca tantos se deixaram enganar tanto por tão poucos.

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO





SEÇÃO BUSQUEI PRA VOCÊS.


Não interpretem como putaria. É apenas um rasgo de criatividade de um grande repentista nordestino chamado Abel Fraga.

O CARALHO

Caralho: pai de todos os mortais
Conselheiro dos conus e bocetas
Consolador e arrimo dos casais
Alma dos cus e coração das gretas

Com ele meu amigo não se meta
Nem provoque as loucuras do rapaz
Porque na hora da cagada preta
Nem tem boceta que ele deixe em paz

Considere e trate bem esse mulato
Dispense a ele o seu maior afeto
Porque na vida representa um fato:

Foi com ele com quem nossa mãe sempre se viu
Ele é pai meu, é pai teu, é pai deste soneto.
E pai também da puta que o pariu

terça-feira, 21 de julho de 2009

O HUMILDE AVIÃOZINHO DO LULA

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

COISAS DO PASSADO

Tai a prova de que conversa de político tem prazo de validade. video video

COISAS DO PASSADO


BONS TEMPOS AQUELES EM QUE FIO DE BIGODE ERA SINÔNIMO DE HONRA E PALAVRA EMPENHADA.

ISSO É TUDO DE BOM

video

domingo, 19 de julho de 2009

BRILHANTE ERRO


Repare como pulsa e cintila
Repare como reluz, destaca-se e fulgura,
Parecendo iluminar toda a memória.

E acende-se de pronto a qualquer hora,
Em meio a qualquer paz, sono ou sossego.
Parece ter vida própria, corpo e alma
Recitando ofegante o velho enredo.

Por não querer guardar segredo do segredo,
Urra sem piedade em nossa entranha:
---Irás pagar eternamente. Irás!

Não chores pois é leite derramado
Sem alívio, sem perdão, não há conserto
Na eternidade do tempo indiferente.

E bem no fundo, guardado na clausura
Em meio a parcos erros reluzentes
O erro de amor é o que brilha mais.

sábado, 18 de julho de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO


(clique para ampliar)



terça-feira, 14 de julho de 2009

TÊJE PRESO!


Tem gente sonhando em ver uma limpeza geral no Poder Legislativo, tanto na camara dos deputados quanto no senado da república. Quer ver deputados algemados, senadores presos ou no mínimo com seus mandatos cassados, em vista do mar de merda espalhado por todo o Brasil pelos ventiladores da mídia.

Que bobagem! Esqueçe! Nada vai acontecer às suas excelências, que permanecerão incólumes, apoiados por todos os votos que os colocaram lá.

Por mim fica bem assim. Deixa essa cambada lá. E não adianta ser dono de castelo não declarado, nem e mansões desconhecidas. Não importa se tem a família toda empregada com o dinheiro público, se usa jatinhos particulares bancados com verbas de passagens ou outros “ dá cá o meu” tão próprio da nossa inteligência política.

Basta ser amigo do Lula, subir na tribuna pra jurar inocência e prometer moralizar – e aqui aproveito Chico Buarque – o que não tem conserto nem nunca terá. Prontinho. Tudo resolvido e como dantes no quartel de Abrantes.

Mas eu fiz diferente. Resolvi imaginar todo o Poder Legislativo como uma prisão de segurança máxima. Lá só tem bandido mesmo. E põe bandido nisso. Gente que rouba milhões, retirados de bocas famintas ou de bagaços humanos esparramados nos corredores da saúde pública. Gente sem qualquer sendo de humanidade cujos corações ficam guardados no bolso. Pessoas mesquinhas, falsas, safadas e desonestas em continência incontinenti a qualquer oferta de legalidade duvidosa.

E como lugar de bandido é na cadeia fica criada nossa prisão legislativa. Prisão diferenciada, por certo. Mas não muito diferente das prisões comuns, onde os mais abastados pagam por regalias e mimos de toda ordem. E com uma vantagem: seiscentos salafras vigiados de perto, por câmeras ligadas diuturnamente e que mandam seus sinais high techs para as mãos de escribas responsáveis em toda a mídia.

Já pensou essa corja espalhada por aí em instituições públicas onde a possibilidade de roubo são bem maiores? Já pensou esse construtor de castelo como presidente do BNDS? Ou o Agaciel dirigindo o Banco do Brasil? Pé de pato mangalô três veis! Cruz credo, Ave Maria!

Pois então fica assim. Todo mundo lá. Cada um tentando meter a mão na bolada de bilhões que a canseira do trabalho estafante da planície repassa a todos eles, e a gente aqui de fora se divertindo assistindo aos porcos brigarem por um lugarzinho no cocho.

E até que fica barato. E enquanto eles estiverem dentro dos seus recintos, a gente deixa de ter problemas de segurança pública nas ruas. Nem pensar nesse povo solto por aí.

Melhor deixá-los quietinhos por lá mesmo. Nas celas do escárnio público e algemados na vergonha de serem chamados de criminosos por toda a população do Brasil.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO



domingo, 12 de julho de 2009

LUIS INÁCIO, MEU VERDUREIRO.

O amigo do cunhado do verdureiro que passa todos os dias na porta da minha casa, contou pra ele uma história interessante, que ele me contou e pediu sigilo absoluto. É em respeito a essse pedido que peço encarecidamente aos leitores que não dêem com a língua nos dentes. Então senhores, por favor, nada de sair espalhando por aí. Isto aqui é lugar de gente séria e não de comadres ou matildes. Portanto tratem de ficar de boca fechada.

Conta a lenda, ops, digo, o verdureiro, que certa vez um prefeito do interior queria por que queria que um dos vereadores do seu partido fosse escolhido como Presidente da Câmara de Vereadores, mas enfrentava um problema. Um outro partido forte dentro da bancada também tinha um candidato, por final forte também e que já havia sido ex em quase tudo. Ex telionátario, ex plorador, ex pião, ex prefeito, ex presidente da câmara por 3 vezes e até ex governador.

Como a coisa não era nada fácil, até porque o partido desse outro candidato dava sustentação à administração da prefeita, ela simplesmente fechou os olhos e deixou o barco correr. E o barco correu. Advinhe quem venceu? Exatamente! O Ex. Um velhinho de quase oitenta anos, considerado o dono do município, porque era proprietário de quase tudo.
Tinha escola com nome dele. A rádio local. O puteiro. Ruas que homenageavam toda a sua família. Empresas pra todos os filhos. Empregos na prefeitura pra famiage toda, e por aí afora.

Acontece que o prefeito não era nada burro.E como tinha amigos policiais, resolveu passar a vida do novo primaz da edilidade a limpo. Feito isso deixou escapar algumas fofocas sobre as falcatruas praticadas por ele, durante sua vida pública pregressa.
Vixee Maria! Isso foi um Deus nos acuda. Virou conversa de boteco, de comadre, de lavadeira.

Foi parar nas rádios, nos alto falantes de todas as praças e, de uma hora pra outra, em todos os noticiários do Estado e do País. Sites, blogs, tuiteiros e todo mundo só falava nisso. Acabou que virou um escândalo tremendo. Tinha gente dizendo que o presidente tinha até conta no exterior.

E o resultado era previsível. Tanto fizeram que a mamata acabou. O tal Presidente da Câmara foi deposto e o seu nome totalmente enlameado perante a opinião pública.
E até hoje o prefeito se gaba: Presidente de Câmara na minha administração é como mulher que eu gosto. Se não for minha de mais ninguém será.

Contado pelo verdureiro é bem mais interessante. Mas, cá pra nós, eu acho que já tinha ouvido essa história em algum lugar. Será?

sábado, 11 de julho de 2009

SEÇÃO ESCULHAMBAÇÃO...




SORRISO ABUNDANTE....

sexta-feira, 10 de julho de 2009

ESPELHO MEU, EXISTE ALGUEM MAIS REAÇA DO QUE EU?


To fora meu. Convide-me pra não ir. Quero saber disso não. Eu hein? Fico do meu jeitinho mesmo. Honesto. Masculino. Leal. Só na fidelidade é que às vezes respinga uma manchinhas na alvura de minhalma, mas isso eu acerto com Deus lá em riba ou com o rabudo lá embaixo. E a conta não é tão grande assim. Passo uns poucos dias no limbo e pronto, to liberado.

Continuo à moda antiga. Do jeitin que meu pai, Paraibano de Guarabira, impôs. Nas minhas mentiras o velho era imperioso : ”...seji ômi rapá!...ta querendo ser político é?”. E eu obedecia, até porque nessa moda antiga a taca comia. Já levei tabefes que não dá pra contar, porque, de acordo com ele, é melhor apanhar em casa do que ser chamado de safado na rua.

To fora da modernidade. E os ensinamentos do velho eu to passando pros meus bacorinhos. Mijou fora do caco o pau come. E como come! Quero criar pessoas humanas e não arremedos de gente, sem escrúpulos, sem cidadania, sem limites e sem noção dos direitos alheios. Não quero ver filho meu sendo desmoralizado publicamente, por ter dinheiro dos outros guardado em contas fantasmas.

Porque a modernidade rema contra todos os meus princípios. Meus e de quase todo um rio de gente sadia, parceira, amiga e que não pergunta como é que vão as coisas, só por perguntar. Quer participar. Quer ajudar. Quer dar u’a mãozinha pra tirar os que estão com os pés afundados no lamaçal que virou este merdeiro chamado Brasil.

Ser moderno hoje é passar a mão nas “piriquitas” de meninas de seis anos de idade. É estuprar bebês recém nascidos. É comercializar fotografias de pedofilia na internet.

Ser moderno é namorar pela web, nos msns da vida, coisa que antigamente não existia. A gente gostava mesmo é de levar as moçoilas mais atrevidas, pra trás de um murinho qualquer e enfiar a mão nos peitos dela. Eu me lembro bem disso. Os homens naquela época gostavam muito de mulher. Os modernos nem tanto. Saem por aí queimando o fiofó sobre o honroso título de bissexuais.

Ser moderno é cheirar o pó dos infernos que tanta desgraça causa aos seres viventes, alimentando assim a fome de dinheiro de tubarões, poderes e outros demônios. Eu sempre gostei foi de cheiro de cangote. Fui mais longe ainda nessa fungação, e me deliciei com o aroma de cio da fruta de Eva. E, que ninguém nos oiça, senti o gostinho tb.

Ser moderno é ir em festas rave - ou sei lá que nome se dá a esses antros de safadeza – e engolir comprimidos de extasy pra liberar a franga. Meu negócio é um forrózin bem balançadin pra eu sentir a estrovenga roçando na perereca das morenas. E beber uma bagaceira ou uma “marvada” daquela que desce com unhas de gato goela abaixo.

Ser moderno é ser ativista de um momento político sujo e enojante. É dizer que os meios justificam os fins e aplaudir o chiqueiro que transformaram o meu País, que hoje é motivo de vergonha par os que, como eu, foram criados dentro da lei e não se atrevem a meter os pés fora dela.

Podem me chamar de reacionário. Não me importo. Sou mais que isso. Sou radical. Sou extremista. Viado pra mim continua sendo viado. E não me venham com essa de me chamar de homofóbico, tenho muitos amigos gays e os respeito. Mas são viados e pronto.

E mais vos digo: tenho nojo e raiva extremada de político sujo. Quero vê-los todos no lugar que merecem que é a cadeia. E isso inclui todos os poderes. Lugar de bandido e ladrão é vendo o sol nascer quadrado, para escárnio dos que, também como eu, não admitem que uma Nação inteira cresça à sombra da bandidagem.

Termino com uma frase do Jabor. “Antes o homossexualismo era coisa estranha, depois passou a ser aceito, depois a ser defendido. Vou-me embora antes que seja obrigatório”.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

NINGUEM É DE FERRO ou ONDE ABUNDA NADA FALTA

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

JUSTIÇA SEJA FEITA


Dizem que o maior aliado de todos os cirurgiões plásticos do mundo, é um objeto comum, encontrável em qualquer casa, sem que se dê a ele a grande importância que ele merece, e que, dia a dia. enche a burra dos que se dedicam às correções estéticas masculinas e femininas. Essa coisa recebe o nome de espelho e mesmo sendo burro e incapaz de praticar cirurgias, ele deixa claro o diagnóstico de suas necessidades.

Estudando melhor essa palavra, à luz da ultima flor do Lácio inculta e bela, percebe-se que ela tem vários significados. Um deles traduz a sua principal função que é a de refletir imagens por ser “uma película metálica depositada sobre um dielétrico (ger. vidro) polido, ou pela superfície de um corpo metálico polido”. Aff! As vezes o Aurélio é insuportável!

E pra mim essa é a função dos escribas. Desses pobres coitados, quase sempre viventes entre a linha que separa a extrema pobreza da vidinha básica, mas com poderes maiores que os próprios condôminos que habitam o topo da pirâmide democrática. E o poder é exatamente esse. Poder de refletir. Poder de mostrar em fotografia clara e nítida, a imagem daqueles que tentam esconder sujeiras ou maquiar a face da realidade absurda, que enruga e enfeia a beleza do que deveria ser um País honesto e justo.

O jornalismo pra mim é isso. Uma das versões dos significados da palavra espelho. Mais exatamente aquela que esfrega na cara dos punguistas e safados de todos os poderes, a sua imagem perante a opinião pública. E pelas manhãs essa mesma imagem lhes prega tabefes na cara, xingam-nos de safados, desrespeitam suas inocentes genitoras, e deixam em alto e bom som a grita de um povo inteiro que não exista em chamá-los de ladrões.

E é exatamente esse espelho que hoje faz com que um Poder Legislativo inteiro proponha em si próprio uma lipo aspiração. Quer enxugar as gorduras de sua feiúra. Quer emagrecer para ser mais belo perante a opinião pública. Quer enxugar o derrame e a hemorragia do dinheiro público, gasto sem qualquer escrúpulo.

Mas espelho também tem outro significado. O termo também propõe uma espécie de analogia, cujo sentido pode ser o de modelo, exemplo ou símbolo de alguma qualidade.
Aí a coisa pega. A imprensa que é espelho do mau caratismo vigente, nem sempre é espelho da sua própria honestidade ou desonestidade, ao omitir fatos que precisam ser expostos com a mesma grandiosidade dos espaços destinados à esculhambação e ao escárnio.

Portanto que se fodam meus pares. Que se lasquem meus colegas de artilharia, com tiros precisos disparados de teclados de computadores. Que se danem os que, como eu, se prestam à vida dura da crítica constante, sem qualquer espaço pra um elogio, por mais simples que seja.

Aqui eu quero resgatar esse erro. Quero deixar bem claro que estou orgulhoso do Senhor Luis Inacio Lula da Silva por ser merecedor do prêmio Félix Houphouët-Boigny, que também foi entregue a outros ícones que formam meu quadro de heróis da humanidade.

Parabéns Sr. Presidente.

terça-feira, 7 de julho de 2009

É PRECISO MORALIZAR...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

DIREITA VOLVER! ORDINÁRIOS, MARCHEM!


A chegada do PT ao poder está surpreendendo o meio político do Brasil por um fato totalmente inesperado. E essa surpresa vem de uma lição antiga, proposta por antigas oligarquias que sempre dominaram a política brasileira, com expedientes velhos conhecidos daqueles que querem manter o poder, em momentos de glória. E são exatamente dessas lições que o partido nascido bem intencionado e com propostas de probidade e honestidade, criou seu novo modus operandi, ao descobrir que o Brasil é ingovernável fora do mau caratismo e das negociatas.

E é, indubitavelmente, essa descoberta que anda surpreendendo a direita do País. O aluno já superou de longe os grandes mestres da safadeza, reinventando seus golpes de forma brilhante e ampliando seus espectros, para que nada fique fora dele. Midia, justiça,sindicatos, legisladores, iniciativa privada e pasmem, até igrejas fazem parte desse processo de dominação. Não há nó que fuja do pente fino, que hoje se afunda na vasta cabeleira de todos os interesses da ação, onde até a contravenção presta suas secretas colaborações.

E é esse o fato que merece atenção. Enquanto nós cães ladramos desesperados tentando morder os calcanhares desses imensos dromedários que carregam nas corcovas o erário público, a caravana passa incólume, com aquele ar irritante de orgulho que os camelos têm.

Enquanto isso os escândalos pipocam aqui e ali. E basta o surgimento de um, para que ele se torne o foco das atenções. Imediatamente o jornalismo inteligente e honesto se alvoroça. E tome conceitos, novas descobertas, análises, verdades nunca ditas, comparações, charges, piadinhas e outras e outras formas de ataques contínuos. O resultado dessa catilofada toda é o esvaziamento de sua importância perante a opinião pública, que, padecente da síndrome da indiferença, se irrita facilmente por não ter consciência da necessidade dela.

E como já dissemos os camelos passam, e, refestelados em cima deles, os camelôs da vergonha do Brasil, negociando com o dinheiro do povo e comprando consciências, mandatos e outros venais, muita vez sob o título pomposo de estabilidade governamental.

Essa é a verdade que precisa ser entendida: a esquerda Brasileira anda surpreendendo ao usar todas as práticas vergonhosas da direita de forma muitíssimo mais ampla e inteligente.

E sem qualquer pudor.

sábado, 4 de julho de 2009

TOMANDO NO C...


Quando você sentir duas bolinhas encostando na sua bunda, fica tranqüilo, o pior já passou. E já que vida de brasileiro é tomar na bunda o tempo todo, vou logo enfiando o Paralho,- o pê é de partido polítici - que é pra gente não perder muito tempo.

E vê se não faz escândalo ta bom? Bom otário não berra e se a safadeza é inevitável, relaxa e goza.

Ta tudo prontinho e lubrificadinho? Então vamos lá. Vamos começar pela cabeça. E a cabeça é o Senado e a Câmara dos Deputados. Lá onde está o Sarney, o Renan e outros seiscentos e poucos mãos leves, que fazem o Brasil inteiro gemer sem sentir dor.

Pois é lá mesmo que todos os eleitores deixaram no ano de 2008 a módica quantia de seis bilhões de reais para o uso fruto de Vossas Excelências ( minhas não!).

Tá doendo? Não? Então agora vai doer. Isso equivale a construir duzentas mil casas populares, ao valor unitário de trinta mil reais cada uma. Poderia comprar quarenta mil vans para transporte escolar. Seiscentos milhões de merendas escolares no valor de dez reais cada uma. Mas, ao contrario disso, essa mordomia toda é retirada do seu almoço, da sua janta, do seu transporte, da pinguinha e de tudo o que você compra, a título de impostos. Pegou, pagou.

Agora que a cabeça já passou, o ferro na boneca continua. Essa dinheirama toda vai pro bolso de gente comprometida com a justiça, de uma forma ou de outra. No Senado trinta e oito por cento respondem a processos e na câmara 32.

Pode enfiar mais um pouquinho? Ok, vamos lá. Dessa dinheirama oitenta milhões foram consumidos – entre passagens e despesas - nas viagens de Vossas Excelências ( minhas não!) o que daria para cada Deputado Federal dar cinco voltas completas em torno da terra. E como contrapartida, o pior: os ilustre Srs Deputados faltaram, no conjunto, vinte e cinco por cento de todas as sessões legislativas.

Acha que terminou? Ledo engano caboco, tem muito mais. Agora é que você vai sentir a dureza da responsabilidade. Vamos falar dos poderes legislativos Estaduais e Municipais.

Os bem dotados representantes da Câmara Legislativa do DF, por exemplo, enfiam no rabo dos Brasilienses doze milhões de reais para manter cada uma de Vossas Excelências ( minhas não!), por ano.

Para os infelizes do Rio de Janeiro nove milhões, sete para Santa Catarina, mais de seis para Mato Grosso e Mato Grosso do sul; mais de cinco para RN/RS/SE e AM; mais de 4 para PA/RO/SP/PR/PI E AL; mais de três para CE/PE/BA/ES/RR/GO/AP e PB, e por aí em diante.

E vamos que vamo no vuco vuco. Ta sabendo que, em média , cincoenta por cento dos legisladores estaduais têm problemas com a justiça? Se não sabe fica sabendo. Pois é então. E isso significa que metade dos parlamentares Estaduais desse nosso probo quadro político, cometeu algum tipo de safadeza. Contam as más línguas que tem até assassinato. Benza Deus!

Tá quase acabando, mas inda falta o talo. Pode gemer a vontade. Agora é irreversível. Vamos lá .

O custo anual por vereador nas câmaras das capitais do Brasil varia entre oitocentos mil e dois milhões de reais. Isso só nas capitais. É preciso contabilizar também os outros cinco mil e lá vai fumo grosso dos outros municípios do País inteiro.

Prontinho. Já chegamos nas bolinhas. Agora é só você olhar pros lados e ver tudo o que essa gente faz por você. Ruas,avenidas e estradas bem cuidadas. Educação primorosa para você e para os seus filhos. Saúde impecável que atende toda a população com respeito e dignidade. Salários gordos para aposentados e trabalhadores na ativa. Honestidade dos parlamentares. Probidade com o dinheiro público. Horror ao nepotismo. E outras qualidades.

Ta reclamando de que meu? Eles não foram parar lá sozinhos.

Foi o voto do próprio Brasil que colocou essa gentinha lá. E se foi você que gostou das promessinhas feitas durante o horário político,reclama não: agora goza!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A DOR DA GENTE NÃO SAI NO JORNAL


Eu vi e ouvi, com estes olhos que um dia a terra há de comer,- como diria meu pai quanto se manifestava testemunha ocular das minhas traquinagens – a Adriana Vandoni, em recente entrevista a um canal de televisão, espalhar aos quatro ventos que não é jornalista coisa nenhuma e que nunca fez questão de ser.

Que barbaridade! Que mentira cabeluda!

Para com isso ô! Ta pensando que nóis é bêsta? É jornalista sim, óxente! Porque age como jornalista. Porque fornece aos consumidores da informação um produto chamado notícia. Porque tem postura de jornalista. E, por mais estranho que possa parecer, a Adriana escreve. E escreve bem. Com textos que por vezes parecem as bocas arreganhadas dos cães ferozes, na guarda dos que tentam pular o muro da decência e da compostura. E com uma simpatia indescritível. Com palavras que você só encontra nas bocas das boas fofoqueiras. E o que são jornalistas se não fofoqueiros e bisbilhoteiros autorizados?

E, pra mim, quem age como jornalista, fornece informações, tem postura de jornalista e escreve, é jornalista e pronto acabou-se. E fim de papo.

E eu disse isso tudo e fiz essa prosopopéia toda, pra mostrar minha indignação com o que ando lendo por aí e talvez até tentar borrifar no ar algum perfume, nesse cheiro de mausoléu de múmia, que hoje invade as páginas dos jornais e os sites ditos de informação.

E é agora que entra a pergunta que não quer calar – eu odeio essa frase, mas nem sempre a gente faz apenas o que a gente gosta. O que é que fizeram da noticia? Que caca é essa que a gente é obrigado a engolir quando procura detalhes e encontra o básico? Que josta!

Tá quase tudo lá, e quase tudo é muito parecido com quase nada. Só depende do nível do leitor. Idiotas adoram o quase nada oferecido pela noticia moderna. Noticias frias e urgentes, que economizam a única coisa que o bom leitor tem, e que é o tempo de leitura. Parecem a aula básica sobre o corpo humano, que eu recebi da professora Aparecida, na antiga Escola Modelo Barão de Melgaço: cabeça, tronco e membros.

E cadê os nervos? E cadê os músculos das opiniões que dão flexibilidade e força aos acontecimentos? Noticias hoje não respiram mais. Nascem cadavéricas, mortas, frias e sem movimento. Eu não quero saber se o Maicol Jeca morreu. Eu quero é conhecer profundamente o sofrimento dele. Quero entender o lado humano do seu padecimento. Quero receber lições. Quero aprender. Quero me situar com os erros e acertos alheios.

Quero opiniões. Quero todos os adjetivos a que tenho direito. Não importa se falem bem do Sarney ou que elogiem o Lula. Eu quero é tudo explicadinho, nos míiiiiinimos detalhes. Eu adorava o Carlos Lacerda, mesmo odiando sua postura reaça. Sempre gostei do Nelson Rodrigues mesmo o sabendo partidário da imunda revolução de 64.

Eu preciso dos dois lados. O lado que é contra os meus princípios, me desafia e faz com que eu exploda os meus mais sonoros “filho da puta” ou “ vai tomar no olho do seu c.” Mas é vivo. Tem cheiro de gente. Tem cérebro.

A Adriana é jornalista sim. E agora a última explicação sobre o “estranho” dito acima. Ela é economista. Devia ser fria como os economistas. Mas não é. E se for para me repassar essas coisas insípidas, que os jornalistas diplomados ficam quatro anos esquentando a bunda nas universidades, eu passo. Ponham-se todos daqui pra fora. Eu odeio essa informação pasteurizada e igual.

E termino com uma frase de um grande guru, que sempre fez parte dos meus desejos por emoções disparatadas e explícitas : “...a dor da gente não sai no jornal”.

Chico Buarque também é jornalista. E dos melhores.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

DANDO NOMES AOS BOIS

A mídia e o povo do Brasil precisam imediatamente parar com alguns eufemismos que acompanham o noticiário político do País. Isso já virou mania e talvez tenha origem em um certo “cagaço” que o jornalismo carregue, originados nos anos de chumbo da velha, enterrada e apodrecida revolução, que tingiu a nação de um verde oliva revoltante. O único verde que revolta até mesmo o Greenpeace, por se tratar do fruto mais maligno inventado por todas as civilizações, que é o militarismo e seus poderes de morte e destruição.

O vocábulo excelência, por exemplo, me causa asco. Tenho nojo quando assisto debates ou cepeís fajutas, onde se aglomeram verdadeiros lixos do poder legislativo, simulando defender interesses do povo brasileiro, e que não passam de reles golpes baixos de acusação a um grupo que detém o poder, com o objetivo único de destituí-lo. E é a isso que o Brasil chama de oposição. Eu chamo de briga de comadre. Ou de briguinha de puta ciumenta, esgadanhando e desguedelhando a rival, que com certeza vai lhe tomar o macho.

Oposição merda nenhuma. Oposição é ideologia. Oposição é ser contrário a conceitos partidários que definem formatação política, sistemas de governo e ações públicas, não condizentes com as concepções propostas por todos os partidos. E isso, neste País onde sujos convivem em harmonia com os mal lavados, não existe. O que existe é o poder pelo poder. Sarneys contrários a lulas que se atracam no momento da invasão dos seus domicílios, e se beijam na hora de lutar contra a exposição de suas sacanagens.Ungers que chamam Presidentes de ladrões e depois são alçados a ministros, para ministrar as maiores babaquices que este País de espertalhões já presenciou.

Bem que se poderia mudar a inicial P de todos os partidos pela letra C. Assim tudo entraria nos eixos. Ao invés de Partido Trabalhista, seria Conchavos Trabalhistas. Em vez de Partido Progressista, combinações ou conluios progressista e assim por diante. Até porque nenhum deles tem ideologia própria, nem defendem nada, nem lutam por mudança nenhuma. Existem apenas para desfrutar das benesses pagas pelo dinheiro da miséria de todos.

E é preciso parar imediatamente de tratar as safadezas políticas de corrupção. São leviandades, são ladinices, são pungas, são safadezas. Isso é roubo. É punga. É Bandidagem.

E onde existem vários bandidos praticando o mesmo crime, o rótulo deve ser outro. É súcia. É formação de quadrilha. É corja. É canalhada.

Quem se vende é venal. Quem compra é safado. Quem rouba é ladrão. Quem está fora da lei é criminoso.

E por aqui nós chamamos de excelências.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

É PRECISO LER


Já se vai um bom tempo que estes olhos não vêem um artigo tão virulento e interessante. O autor é Marcelo Misola.

http://congressoemfoco.ig.com.br/coluna.asp?cod_canal=14&cod_publicacao=28769

sexta-feira, 26 de junho de 2009

COISAS MENORES


É fácil a vida repleta de mordomias e benesses vividas pelos políticos do Brasil. Vida fácil com mesa farta e sofisticada de graça, bebidas importadas, assédio de mulheres sensuais, salários milionários, vôos livre para todos os quadrantes, telefone franqueado, auxilio moradia, imunidade parlamentar e muitos outros favorecimentos, que transformam em semideuses, homens cujo maior passatempo é trair a confiança de votos recebidos.

Difícil é não ficar indignado com ela, quando a comparamos com a maioria absoluta dos quem vive em plena fartura do farta isso, farta aquilo e farta tudo.

Enquanto de um lado o poder submerge cada vez mais na sua própria falta de vergonha, do outro o povo do Brasil se afoga no mar das necessidades, onde o limite entre a vida e a morte, o emprego e o desemprego, a saúde e a doença, a educação e a burrice, a cidadania e a criminalidade, pode ser calculado em um valor aproximado entre vinte e cinqüenta reais por mês, que faltam no orçamento.

O mordomo de Madame Roseana, por exemplo, tira da necessidade geral, ampla e irrestrita, doze mil reais por mês, pagos pelos impostos do arroz, do feijão, da farinha, comprados com a juntada de moedas, na maioria dos lares do País. Só o que ganha por ano esse feliz mordomo, seria suficiente para a aquisição de mil e duzentas cestas básicas e colocar um sorriso na face esquelética de centenas de crianças. Enquanto isso nossa infância reclama de merenda escolar, mesmo com rios de dinheiros disponibilizados para esse fim.
O ilustre e abençoado Agaciel Maia, outro exemplo, recebe no caixa do Senado Nacional a importância de vinte e cinco mil reais, também retirados dos impostos do pão, do leite, da carne moída, do macarrão ou da falsidade do fome zero, que hoje deve ultrapassar a casa do fome vinte milhões. Só esse dinheiro seria capaz de proporcionar – somados os doze meses, mais décimo terceiro e décimo outros tantos - transporte coletivo para 10 mil pessoas por ano, sem risco de ausência no emprego por absoluta falta de numerário.

E o resto? Ninguém pode calcular o número total desse resto. Ninguém sabe ao certo quanto a alta corte legislativa do País despende nessas mordomias safadas e desnecessárias. Está tudo submerso e escondido nos cofres dos atos secretos e da bandalheira generalizada, onde milhares de pessoas se locupletam de dinheiro surrupiado da nossa miséria, sem qualquer senso de responsabilidade ou escrúpulo de qualquer natureza.

Agora imagine tudo isso na escala do Brasil inteiro? Cerca de cinco mil e quinhentas câmaras de vereadores, 27 assembléias legislativas, 27 governadores, secretários, assessores, puxa sacos, asseclas, cúmplices, diretores e outros apaniguados de toda ordem.
Coisas menores, como bem disse o Presidente. Ou mais exatamente: “O que não pode é um país com tantas coisas importantes como o Brasil ficar discutindo coisas menores que o Tribunal de Contas [da União] pode investigar". Tribunal de contas também repletos de parceiros e compadres.

A corrupção hoje é algo tão inerente à política nacional que faz com que um Presidente da República venha a público para tratá-la como fato de pouca importância. Engano do Presidente. O País pode parar sim. Como parou depois da última orgia imperial da ilha fiscal no Rio de Janeiro, que mudou e extinguiu a monarquia no Brasil. Por muito menos que isso a Russia derrubou os seus Czares. Por muito menos que isso a França mudou a sua história.

Ninguem sabe do que é capaz um povo inteiro encurralado e sem saída. Sem saída, sem futuro, sem educação, sem saúde, sem segurança e sem nada, tendo à frente o cenário luxuoso e estupendo dos malversadores do dinheiro do povo, em gastanças também sem medida.

Coisa menor é não ter vergonha na cara.

FRASES



A DIFERENÇA ENTRE O COCÔ E O POLÍTICO É QUE O PRIMEIRO É UMA PORCARIA NECESSÁRIA

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O FUNDO DO POÇO


O Deodato, coitado, desiludiu totalmente. Por ele o Brasil não tem mais conserto. E olha que esse amigão sempre foi um eleitor responsável. Um votante que sempre prestou atenção aos detalhes hoje tão despercebidos pela maioria dos Brasileiros, visto que essa mesma maioria é avalista e tão quadrilheira quanto ao bando que colocou no poder. Deodato é assim. Analisa o currículo do escolhido. Busca informações sobre processos na justiça. Procura saber de relações familiares. Religião. Preferências sexuais. SPC. Serasa. Tudo. Nada escapa à filtragem desse eleitor consciente.

Mas nem mesmo assim o seu voto deu certo. Pra governador foi obrigado a votar no menos ruim, que por sinal era péssimo, mas, como diz ele próprio: dos males o menor. Mas o pior é que o vencedor foi exatamente o contrario. Desses que entre todos os males, é o maior. Maior na safadeza. Maior na petulância. Maior na insensibilidade. Maior na ignorância. Maior na inflexibilidade. Maior na intolerância. Definitivamente o maior entre todos os males.

Por isso vejo o Deodato tão cabisbaixo. Anda meio ausente. Meio fora do eixo. Meio mocorongo. E o que antes era um politizado atuante e visitava de porta em porta como um fiel escudeiro e ferrenho cabo eleitoral, transformou-se nisso aí que todos os que o conhecem vêem. Não fala mais de política. Sempre diz que isso é assunto de polícia. Que as Assembléias são organizações criminosas. Que governadores são chefes de bandos. E que todos os que convivem com eles são malfeitores da pior espécie.

A princípio Deodato achou que o seu voto para Deputado foi correto. Tratava-se de um homem bem conceituado, de ficha limpa, bom pai, e, além dessas qualidades, sempre u’a mão amiga quando o assunto era os menos favorecidos.

Errou em cheio. O seu Deputado, dias depois de iniciar o mandato, mostrou claramente a que veio. E bandeou-se pro lado do mal maior. Hoje tem altas negociações com o governo e o apóia incondicionalmente, não importando a estultice que venha dele. Concorda com tudo. Cegamente. Sem discussão. Sem uma palavra sequer que demonstre insatisfação.

Pobre Deodato. Cabisbaixo. Ausente. Fora do eixo. Mocorongo. Um sofredor desiludido que, em nosso ultimo encontro, disse que o Brasil não tem mais jeito e que chegamos ao fundo do poço.

Eu apenas o olhei penalizado. Deodato é o retrato do povo enganado. De uma nação iludida. De uma gente sem força pra agir contra a poderosa trama que a engessa e a deixa totalmente paralisada.

Vendo Deodato assim eu jamais teria a coragem de dizer a ele, que mais uma vez ele está enganado. O Brasil não chegou ao fundo do poço amigo Deodato. E pra não piorar a desilusão dessa descrença toda, prefiro o silêncio a ter que expor outra verdade. Não vou dizer a Deodato que o poço ainda é mais profundo. E que ainda tem muita, mas muita merda mesmo, por baixo do que ele acha que é o fundo do poço.

sábado, 20 de junho de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR (Millor Fernandes)

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

sexta-feira, 19 de junho de 2009

DIPLOMA: TER OU NÃO TER? EIS A QUESTÃO!


Essa pendenga de diploma de jornalismo é mais uma matraquice sem sentido, e que vem à tona por mexer nos brios daqueles que investiram tempo e dinheiro para consegui-lo. Afora isso, é preciso entender que tudo ficará como dantes, e que a tal decisão do STF não influenciará de forma tão contundente, no universo empregatício da comunicação.

Até porque na oferta de postos de trabalho da iniciativa privada, as exigências vêm claramente expostas nos quesitos dessas mesmas ofertas, as vezes exigindo diploma de conclusão de primeiro grau para faxineira e guarda-noturno – sem demérito de tão honradas profissões. E ninguém pode impedir isso.

A formação educacional realmente é algo que interessa muito a qualquer tipo de contratação empregatícia. É preciso entender que alguém que tenha freqüentado bancos de escola por determinado tempo, traz em si alguns diferenciais importantíssimos. Afora a própria aculturação, que sempre proporciona ao ser humano uma visão mais clara de todo o contexto social vigente, o individuo passa por um processo de filtragem de conceituações externas, conseguindo assim uma espécie de lapidação de conceitos, que melhora substancialmente o seu auto-entendimento e sua compreensão de cidadania.

Outra reclamação que surge é a da exigência do tão discutido diploma em concursos públicos. Ora, ora, se um indivíduo qualquer estudou durante quatro anos para recebê-lo, ele terá absolutamente todas as chances de vencer quem o não fez. Então porque o medo? Não é assim que são os concursos públicos? Basta aplicar os conhecimentos recebidos e pronto. O lugar fica assegurado. Ou será que não?

Não. Não é bem assim. A prática sempre difere da teoria. E em outras palavras: um diploma qualquer, nunca foi e nunca será atestado de qualidade profissional. Até porque estamos cansados erros médicos grosseiros serem praticados por diplomados em medicina e até com especializações sofisticadas. Construções que desabam ou ameaçam desabar, calculados por arremedos de engenheiros, também diplomados e autorizados a construí-las.

O que importa aqui não é aplaudir ou menosprezar um julgamento feito por lapidares da consciência jurídica do Brasil. O que importa é limpar toda a sujeira deixada pela nojentice de uma ditadura que atrasou a evolução da nação em pelo menos duas décadas. É retirar o Brasil da companhia de Países como África do Sul, Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia – todas exigentes desse famigerado diploma. É colocá-lo ao nível da liberdade de pensamento existentes na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Costa Rica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia, Suíça e em vários outros, onde não existem reclamações sobre essa estranha exigência. Ressaltemos também que a China com toda a sua controversa censura, também não exige diploma.

Faz-se necessário acrescentar que nos Estados Unidos, por exemplo, 90% de todos os postos de trabalho oferecidos ao segmento, são ocupados por diplomados em jornalismo e comunicação, sem que ninguém tenha atentado a qualquer tempo, para a importância dessa obrigatoriedade.

E ainda restam algumas pergunta: Nelson Rodrigues seria melhor se tivesse freqüentado uma faculdade de jornalismo? E Ruy Barbosa? E Machado de Assis que nunca freqüentou escola regular? E Carlos Drummond que se formou em farmácia? E Monteiro Lobato que se formou em direito?

Termino deixando um texto escrito por alguém que passou pelo sofrimento de viver em um campo de concentração nazista. Talvez isso ajude a que tenhamos todos uma concepção melhor do que é a educação e o estudo para a formação dos seres humanos.

“Sou sobrevivente de um campo de concentração.
Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver.
Câmaras de gás construídas por engenheiros formados.
Crianças envenenadas por médicos diplomados.
Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas.
Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades.
Assim, tenho minhas suspeitas sobre a educação.
Meu pedido é: ajudem seus alunos a tornarem-se humanos.
Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis.
Ler, escrever e saber aritimética só são importantes
Se fizerem nossas crianças mais humanas."


Cícero Cavalcanti
www.cicerocavalcanti.blogspot.com

quarta-feira, 17 de junho de 2009

HONESTIDADE JÁ

Os árabes dizem que para um humano ser perfeito, ele precisa trazer em si todas as qualidades que nossas almas exigem. Precisa ser puro, justo, caridoso, simples, sábio, e, além de outras qualificações, também honesto. E esta última é o quesito que justifica todas as outras. Sem ela ninguém é coisa nenhuma. Porque sem ela não existe avanço no desenvolvimento humano. Sem honestidade não existe justiça, não existe sabedoria e absolutamente nada de nada. Não basta ser inteligente, não basta ser dedicado, não basta ser querido. Sem honestidade um homem não vale absolutamente nada e precisa ser jogado na vala da safadeza comum, dos ladrões, dos malfeitores e dos criminosos de toda espécie.

E o Brasil inteiro anda convivendo com esses escárnios constantes. Homens públicos que cospem e defecam nas páginas da nossa carta magna, transformando-a em um imenso rolo de papel higiênico manchado diuturnamente por atos indignos, repletos de corporativismo, apoiados e aplaudidos por aqueles que deveriam defendê-la. Nojeira a embrulhar o estomâgo até mesmo dos que fazem parte dessa pocilga, e que como porcos, já deveriam estar acostumados com essa canalhice sem tamanho, porque é comum, vez em quando, um deles manifestar indignação com sua instituição, sem que com isso possa ser inocentado de cometer as mesmas pungas.

Ontem eu vi e ouvi, estarrecido, a defesa auto-acusatória de um Presidente do Senado e Ex-Presidente da República e ex isso e ex aquilo e ex aquilo outro, explicando que as safadezas são autorizadas, permitidas, concordadas, aceitas e conferidas por lei. E pasmem todos, ainda expelia pela boca cansada e calejada de uma vida inteira de falsidades, uma certa indignação por ser desmoralizado publicamente, pela prática de uma das mais nojentas maquinações do poder que é o nepotismo. E quer que todos acreditemos nisso. Como se isso fosse de somenos importância. Como se fosse merecedor dessas benesses por grandes serviços prestados ao País. Que serviços?

E aí aparece mais uma pontinha desse iceberg de fezes mal cheirosas, chamada ato secreto. Pra mim ato secreto é fazer cocô. É fechar a porta do banheiro para que ninguém veja a nojentice que somos obrigados a fazer. Ato secreto também é transar com jornalistas nos gabinetes legislativos. Ato secreto é folha paralela de salários. É a farra da passagem aérea que proporciona mordomias de toda ordem. É o salário astronômico. É o cartão corporativo. É a contratação de centenas de diretores sem diretoria nenhuma. Isto porque a safadeza é sempre secreta e nunca vem a público a não ser por vazamentos de boquirrotos bêbados ou pela mídia investigativa.

Expedito se foi gritando aos quatro cantos a irrelevante ação inocente de ter comprado apenas mil e poucos votos. Inocente? Irrelevante? Como pode isso?

Qualquer compra de consciência é um tapa na cara da decência, da ética e da democracia. E não importa o tamanho da falcatrua. Onde existir um voto comprado vai existir desmoronamento de todo o ideal democrático. Não importa o tamanho dos feitos de quem os comprou. Não importa suas boas intenções. Não importa seus anseios. Nem que seja santo. Nem que seja sábio. Nem que seja inteligente. Qualquer desonestidade joga todas essas qualidades por terra. E tudo o que poderia ser considerado um projeto grandioso de um homem público de grande valor, deve ser inserido no SPC e no SERASA da sujeira política.

O Brasil chegou ao seu limite. Estamos no fundo do fosso ou da fossa. Ou nos rebelamos imediatamente ou jamais poderemos ser considerados como um País digno de um povo, que trabalha incansavelmente para manter um mamute insaciável, sem receber nada em troca. Ou nos contrapomos a tudo isso, em favor da assistência à saúde, ou nos entretemos com nossos dirigentes brigando entre si pela responsabilidade ou culpa.

Que tal, amigo Rondineli - amigo jornalista e excelente desenhista -, começarmos por criar camisetas, adesivos, chaveiros e quaisquer outras peças que possam ser usadas por nossa gente, nas ruas, nos bares, nas igrejas, escolas ou qualquer ambiente público?

Da minha parte posso sugerir uma frase:

Quem vota em bandido é bandido.

Ou outra que possa representar melhor nossa tomada de consciência: HONESTIDADE JÁ!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

ODE Á DESIGUALDADE

Talvez...
...se eu fosse capaz de me enfrentar,
o meu pequeno eu manso, cordato e submisso
contra o monstro da compostura honesta da alma

Talvez...
...se eu aceitasse mais o erro, e o ouvisse como
a essência mais impositiva da estranheza humana

Talvez...
...se eu condescendesse, flexibilizasse mais ou me vergasse
como o lenho covarde nas tempestades....
Talvez..
...se eu parabenizasse mais e não houvesse em mim
essa língua cáustica tão maledicente e com vida própria

Talvez...
...se eu aceitasse mais, e não fosse tão contra, rotineiramente contra,
Imperiosamente contra

Talvez ...
...se eu obedecesse mais, na humildade do asno complacente
Talvez ...eu era rico...confiável...farto.

Talvez meus iguais éramos a mesma rotinice humana.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

quinta-feira, 28 de maio de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

terça-feira, 26 de maio de 2009

LIMPEZA JÁ!


Já imaginou se de uma hora pra outra tudo ficasse limpo novamente, sem nem um resquício de sujeira, nesse imenso lixão onde a democracia do Brasil se meteu? Ou se, de uma hora pra outra, os velhos vícios tão constantes aos maus costumes contraventores da nossa política, deixassem de existir? Já pensou se os ditadores das regras de comportamento político perdessem seus poderes e se estatelassem na planície da insignificância, dando lugar às posturas dos verdadeiros líderes que concordam e discordam, no grandioso jogo da democracia?

Pois se não pensou, pense. Isso é possível.

Está surgindo nesse País um movimento que pode mudar definitivamente a formatação de tudo isso. E o melhor: a partir de uma idéia simples que pode decepar o tendão do calcanhar de Aquiles, jogando ao chão o que hoje parece indestrutível e inatingível e que forma o alto escalão de comando do Brasil, hoje totalmente apodrecido e sem qualquer possibilidade de reações contrárias.

Pois a idéia existe e ao que parece caminha ao encontro da vontade de todo o nosso povo. Com ela e unidos, poderemos passar uma lavada em regra nessa sujeira que tanto tem atormentado e indignado ao eleitores de todo o Brasil, cansados de ver os seus eleitos embrulhados num pacote de imundices sem tamanho.

Como eu disse, a idéia é simples. E começa com um brado alto e retumbante: DIGA NAÕ À QUALQUER REELEIÇÃO. Outras frases se juntam a essa “MANIFESTAÇÃO PELA CIDADANIA E CONTRA O CINISMO E A IMORALIDADE DA POLITICA BRASILEIRA” e repto final “ NÃO REELEJA NINGUEM”. Viu como é simples resolver todo o problema deste País? Solução imediata, que vai acabar de uma vez com todo o sofrimento, e substituir por dias melhores o calendário negro de fuligens que marcam os dias da nossa democracia.

E pra isso basta não reeleger absolutamente ninguém. A limpeza vai ser geral e irrestrita e apenará a todos os que andam ridicularizando o poder do voto, ao confinamento na planície dos mortais, sem mais direitos, mordomias ou tudo o que o dinheiro suado do povo tem pago desavergonhadamente.

Limpeza geral mesmo. Assembléias sem safadezas. Sem grupos políticos negociáveis. Sem intenções estranhas e obscuras, que soam na mídia pelo lado inverso do que realmente propõem.

E aí é partir pro abraço. Legislativos Estaduais e Federais sem deputados que se lixam pra opinião pública. Sem Legisladores que articulam guerras contra os seus pares, com o intuito único de galgar posições que almejam. Não teremos mais puxa sacos. Nem tetas fartas sendo mamadas diuturnamente. Nem confabulações à meia boca para tentar pungas inesperadas. Nem Deputados pedófilos. Nem orgias pagas com dinheiro público. Nada. Absolutamente nada. Tudo limpo. Como se o Brasil renascesse por uma vontade uníssona do seu povo.

Vamos pensar nisso. Vamos analisar essa proposta. Vamos juntos, cada um com as mãos no cabo dessa imensa vassoura, varrer de um vez por todas essas velhas oligarquias, essas quadrilhas, esses conluios, essa gastança sem medida, essas mentiras, safadezas, falsidades, enganações e todas as denominações que a desonestidade contextua.

Só assim o Brasil vai renascer. Um Brasil novo. E que na realidade comporte em seu comando, dirigentes e políticos capazes de mudar a imagem de um País sem probidade, em um Estado civilizado e que nos orgulhe a todos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

QUE DIABO É ISSO?


Outro dia eu conversava com um Deputado, quando ouvi dele algo que me deixou meio encabulado. Mas, antes de continuar, eu peço licença para não citar nomes, até porque o que interessa aqui é o milagre e não o santo. Dito isso vamos ao que interessa. O legislador em questão me disse que se existe algo difícil de propor a um poder legislativo, é aquilo para o qual ele existe e é denominado de Lei.

E argumentou com palavras coerentes, acrescentando à sua tese todas as dificuldades existentes para que uma nova lei seja aprovada e conseqüentemente levada a sério. As justificativas apresentadas são merecedoras de análises e inclui nelas verbas para viabilizar seu contexto, fiscalização e etc...

Eu concordei em parte, até porque o que não falta neste País são leis e todas elas desrespeitadas, na contumácia brasileira do maucaratismo desavergonhado e irrestrito. A lei que rege o trânsito, por exemplo, sempre parece interpretada como uma simples e mera sugestão e, como tal, possível de ser acatada ou não. E isso inclui a nossa famosa e já desgastada lei etílica, cujo descarado desrespeito continua a fazer vítimas fatais por todas as bêbadas, tortuosas e esfarrapadas ruas, avenidas e estradas brasileiras. O tráfico de drogas ri às gargalhadas da legislação que o transforma em crime, e continua cobrindo o País inteiro com o manto funesto das desgraças familiares, enquanto aumenta seu exército de crianças armadas e assassinas.

Realmente criar novas leis neste Brasil é algo quase impossível. E o que se vê por aí são tentativas, dessas que visam mais o marketing político do que benfeitorias a serem usufruídas pelo povo.

Daí eu fiquei pensando pra ver se conseguia enxergar a real utilidade do Poder Legislativo. Então parti pra segunda hipótese. E pelo que sei o Poder Legislativo existe também para fiscalizar os mandos e desmandos dos outros poderes, para que assim as pedras imensas das falcatruas não passem pela peneira, hoje toda furada, da legalidade. Fiquei triste.Também não é por aí que a banda toca. Os poderes hoje se unem em casamento e juras de amor eterno, em conjunções estranhas amarradas pelas benesses do poder e regadas a interesses econômicos. Não é por acaso que isso é chamado de aliança e que são trocadas no altar ateu da ambição e do venha nós o vosso reino de impostos suados de todo o povo.
Muito bem. E se não é pra criar leis e se não é pra fiscalizar, pra que diabos serve isso? A resposta vem em golfadas de informações nas páginas dos jornais, nos sites eletrônicos, na televisão, nas rádios e nas bocas de matildes. A impressão deixada é a de um poder institucional figurativo, como um jarro de flores de plástico, a mostrar que a sala da democracia merece cuidados especiais, mesmo com enganação.

E as noticias são muitas. E dão conta da real utilidade desse amontoado de excelências espalhadas pelo Brasil inteiro, teúdos e manteúdos com o dinheiro dos nossos impostos. Deputados e Senadores servem pra gastá-lo a bel prazer. Em viagens oníricas por todos os quadrantes do planeta. Para serem bancados por nosso dinheiro suado em quaisquer gastos, e que os simples mortais têm que pagar com o próprio bolso. Deputados e Senadores servem para apoiar Governadores e Presidentes da República, não importando se as ordenações vão de encontro aos interesses do povo. Deputados servem para contratar apaniguados de toda ordem e com o objetivo único de manter ativos seus respectivos currais de eleitores.

Deputados servem para aparecer na mídia querendo verbas públicas para aparecer mais ainda na mídia, ao revés do que propõe a lesgislação específica sobre o assunto. Legisladores servem para grandes festas, nas recepções de finos rega bofes, sem interesse nenhum para quem quer que seja, a não ser a eles. Servem também para negociar apoio em troca de poder ou de dinheiro. Para conseguir que concorrências sejam entregues a parceiros da iniciativa privada. Para distribuir verbas publicitárias e amordaçar bocas faladoras ou transformar tudo o que sai delas, em elogios.

E não é só isso. Existem muito mais coisas entre o voto e o poder do que imagina a nossa vã filosofia. E que Deus me perdoe se estiver caluniando quem não merece. E mesmo tendo que salvaguardar as exceções de tão perniciosa regra, espero urgentemente que alguém me corrija. Ou cale-se para sempre.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

SER UM

Mesmo que me ames tanto
Quanto o mais intenso dos amores.

Mesmo que sacies com teu pão a minha fome.

Mesmo que repartas comigo
A derradeira gota do último regato.

Mesmo que o teu carinho seja a luz da minha ira.

Mesmo que só reste em você, sobrevivência.

E que eu tenha em mãos beijadas,
O que à força, o mundo me retira e nega

Mesmo que eu tenha de ti, de tudo, a toda hora,
Mesmo os pedidos mais sujos dos desejos.

Invoco o teu perdão ò paz e ninho!

Mesmo assim pra sempre serei um...

eternamente assim, um ser sozinho.

terça-feira, 19 de maio de 2009

É PRECISO REPENSAR O BRASIL


quarta-feira, 13 de maio de 2009

DOCE ILUSÃO


Doce ilusão
Pode ter absoluta certeza. Na hora das escolhas pessoais, os seres humanos parecem querer sempre tudo o que vier acompanhado de algumas características básicas e indispensáveis. O sonho do automóvel é o exemplo disso. Antes de comprar todo mundo o imagina cheio de tecnologias, computador de bordo, airbags até no teto, estofamento de couro, motor super ultra rápido de grande potência e que faça no mínimo 20 km com um litro de óleo de cozinha, - de pastelaria japonesa - já usado. As rodas devem ser de titânio multiflex reidratado, para conseguir uma frenagem em 10 metros a uma velocidade de 150 km/h.

O design precisa ser arrojado e tão moderno, que o transforme em único perante seus pares, fazendo com que o seu feliz proprietário fique em pleno arrebatamente, ao ver bocas abertas e dedos apontando pra ele por todas as ruas. E agora vem o pior. O nosso sonhador quer pagar uma mixaria por ele. Dinheiro pouco e suado, juntado a custa de cortes radicais até na mesa.
O final da história é fácil de saber. Ele vai sair da revenda com um belíssimo Fiat uno ou, no máximo, um scort 92. E que dê-se por satisfeito. E a regra é simples: quem tem pouco pra dar, tem quase nada a receber.

Das mulheres então é melhor nem falar. Todas elas querem amor eterno, e o simples fato de você pegar na mão de uma delas, já as fazem pensar em um casamento pro final do ano. Querem um homem alto, malhado, cheiroso, bem vestido, educado, gentil, inteligente e pra piorar tudo com uma bela conta bancária. Tudo isso é possível, a não ser pelo fato de que o escolhido precisa ser a fidelidade personificada. É aí que a vaca vai pro brejo. Se eu que sou feio, pobre e moro longe, quase não dou conta da oferta feminina à disposição no mercado, imaginem um homem assim.

O final da história é fácil também de saber. Depois de insistentes buscas, e de passar de mão em mão por quase toda a torcida do flamengo, a maioria delas vai parar em uma casinha de periferia, com um gordinho careca, chulezento e safado. Daqueles que andam de camiseta com metade da barriga de fora. E o pior: dormem sem tomar banho e com um bafo de onça resultante de pinga, torresmo e cigarro à farta.

O eleitor Brasileiro é outro sofredor desse tipo. Sempre sonha com o impossível. Antes das eleições promete todo o cuidado na busca do candidato certo. Quer um representante trabalhador, assíduo, conhecedor profundo dos problemas do povo e que enfrente tudo e todos no afã de resolvê-los. Quer um político amigo, receptivo, com portas de gabinete sempre abertas e que não faça a menor diferença entre um gerente do Banco do Brasil e um aposentado doente que, sem dinheiro, vá lhe pedir pelo amor de Deus a graça de um medicamento.

O eleitor anseia por um ser humano honesto e verdadeiro, que não esbraveje falsidades de palanque e que tenha a compostura de um verdadeiro líder, merecedor de total confiança. Almeja por legisladores e governantes cultos, que saibam falar Beron com clareza e não espalhem aos quatro ventos que cultura é supérfluo e como tal, algo completamente desnecessário. Pretende lideranças afáveis e comedidas e que não explodam em bravatas quando alguém venha a criticar sua postura de sujo falando do mal lavado.

Mas o final da história é, mais uma vez, fácil de saber. O voto vai eleger seres humanos bifacetados. A face sorridente fica pra antes das eleições. Uma alegria que inspira confiança e que as vezes é capaz de chorar copiosamente ao falar sobre a miséria do seu povo. O lado teatral da falsidade que espalha benesses em frases de efeito, que se perdem pelo espaço e somem no vácuo do universo.

O outro lado é o lado da insensibilidade. A face da intolerância. O rosto do nojo de quem se depara com a podridão de hospitais imundos, escolas encardidas, policiais em miséria e por isso até cooptáveis, professores mal nutridos, f...... e mal pagos.
Enganações bienais que sempre deixa a ralé cada vez mais ralé, enquanto um espírito corporativo propõe a locupletação dos seus pares. Safadezas defendidas por todos como se fossem de somenos importância.

Todos sonhamos com lideres capazes de tirar o Brasil da miserabilidade e recolocá-lo de uma vez por todas no podium de um dos países mais ricos do mundo. Uma orquestra unísssona regida por um maestro competente, capaz de entoá-la em ricas harmonias. E o resultado é que sempre estamos onde paramos tempos atrás. E, a não ser pela esmola dada a um honeto cidadão, o resto é politicagem baixa, falsa, mentirosa e sempre enganosa.

Doce ilusão.

domingo, 10 de maio de 2009

LEIAM! É ÓTIMO!

http://www.sualingua.com.br/08/08_canaldamanga.htm


Artigo de Carlos Moreno

quinta-feira, 7 de maio de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR


Flagrante do exato momento em que a gripe suina começa sua disseminação pelo mundo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

GRAN CIRCO BRASIL


O espetáculo chamado Brasil não pára de surpreender. A todo tempo, dia após dia, entra em cena, - em meio a um colorido circense repleto de bandeirolas, e coberto apenas com uma lona frágil e já quase transparente dissimulação – uma nova atração surpreendente. Trapezistas alçando vôos mágicos na imaginação incrédula do povo; malabaristas jogando artigos da constituição para o alto e cantando-os quando interessa; equilibristas amparados por redes corporativistas; trapezistas em saltos mirabolantes, no pula-pula que muda a subserviência de um poderoso pra outro, dependendo da oferta; e outras atrações frenéticas.

O último show foi o dos homens alados. Verdadeiros artistas com asas feitas de dinheiro público a voar despreocupadamente para todos os quadrantes do planeta, sob os ares da falta de decoro e em meio ao céu de brigadeiro da impunidade. Belo espetáculo. Artistas renomados e conhecidos nacionalmente através da mídia foram mostrados insistentemente exercendo seus podres poderes, que os levam a pensar a delicia do vôo livre e solto, acima do bem e do mal.

Aqui embaixo o aplauso era geral. Um dos maiores entusiastas repetiu insistentemente em não ver nada demais nisso. O que é que tem de mais no fato de levar namorada para Paris, como o fez o último pilar de minha credibilidade que era o Suplicy? Qual é o erro em hospedar a família inteira em hotéis estrelados com estadias dignas de reis, à custa do erário público? Qual é o crime de jogar pelos ares o dinheiro que falta para os campos de concentração e de horrores, que os governos estaduais chamam de hospitais? Qual é a vergonha de se gozar férias “merecidas” em troca do trabalho “árduo” feito em nome do povo?

Eu não poderia responder a essas perguntas. Da minha boca sairiam impropérios impublicáveis. Alguns deles seriam sérias ofensas às genitoras prostitutas que não têm culpa de ter colocado à luz tais filhos. Os cães também não mereceriam tais insultos, porque defendem mais o povo do que todo esse cast circense.

Mas o show continua. E pelas ruas desfila automóveis brilhantes com chapas frias. Elefantes imensos adornados com ouro e prata, soprando com suas trombas riquezas inestimáveis retiradas da miséria alheia. Leões famintos mordendo quase a metade do que vai à mesa de um povo em transe e pasmo, a presenciar a ofegante epidemia desse imenso carnaval. Garotas bonitas e de moral duvidosa, a entregar seus corpos juvenis às taras dessa grande orgia que mostra um festival de desumanidade contagiante e ao mesmo tempo deprimente. Uma depressão que fica clara no dorso arqueado de todos os que a carregam nas costas. Gente humilde que honra seus deveres de eleitores, mas são desonrados no exercício do poder por eles conferidos.

E olha o show aí. E dá pra ver nitidamente juízes engolidores da espada da justiça. Macacos de orelhas, bocas e olhos vendados a receber bananas para cumprir cegamente as ordenações de um treinador cruel e insensível. Dá pra ouvir o chicote estalando no lombo da desobediência. Dá pra ouvir o silêncio sepulcral de suas bocas, engolindo sapos imensos, sem qualquer alternativa de regurgitá-los.

E o show é eterno. E no gran circo Brasil já dura quinhentos anos. Show de cumplicidade entre a platéia e o artista. Show de conivência. Show de barbaridades que a cada dia coloca mais tristeza na face sem alegria de toda a gente Brasileira.

Ué... mas nesse circo não tem palhaço?

Claro que tem. Duzentos milhões de palhaços à espera de uma chance pra invadir esses picadeiros e transformá-los em cacos e cinzas. Mas que por enquanto compram seus ingressos de dois em dois anos, na obrigação imposta pela lei, para depois assistir em pânico esse show de horrores. O show tem que continuar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

FRASES

VIVER SÓ, É SÓ VIVER.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

domingo, 19 de abril de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

“Atualmente, investem-se cinco vezes mais em silicone para mulher e em viagra para homem do que em remédios para a cura do mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos, teremos velhinhas de seios firmes e velhinhos de pênis duros; mas eles não se lembrarão para que servem”. Dráuzio Varella (médico)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

HÁ UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO...


No Brasil as coisas são realmente estranhas. Parece que por aqui é o rabo que abana o cachorro e tudo acontece fora da normalidade e do bom senso. Neste grande e multimilionário País, - que hoje anda emprestando fortunas pros FMIs da vida e propondo ajuda financeira pra Itália e recebendo um não dos brios italianos – ninguém se importa com mais nada e noticiazinhas de imensos escândalos financeiros da roubalheira generalizada, já têm menos audiência que os quilinhos a mais do fenômeno (?) Ronaldo.

Eu tenho a impressão de que todo o contexto da informação Brasileira vive disso. Vive das notícias da safadeza política e da criminalidade. Hoje o mundo das drogas não está mais restrito aos seus gueto, nos bolsões da pobreza e da miséria humana sem alternativa. Isto porque, além de ter invadido todos os segmentos públicos e privados da nação, invadiu também a mídia, inundando nossas retinas tão cansadas, de miseráveis algemados sendo engolidos por camburões pretos e amedrontadores.

Cenas que retratam apenas a conseqüência da irresponsabilidade pública que, não dando atenção às causas da cooptação criminosa a qual abocanha de uma mordida só a juventude sem qualquer futuro, a mocidade ávida por griffes da moda e luxos desnecessários e ainda por imensas bacanais noturnas chamadas de baladas, e a velhice totalmente desamparada. Não há quem escape desse dinheiro fácil. Dinheiro sujo de desgraças familiares e que circula livremente sob o olhar dissimulado da segurança pública.

O mundo infame da entorpecência generalizada ganha assim cada vez mais espaço, comprando com seu dinheiro sujo e farto, espaços que antes eram considerados inabaláveis. Nossas escolas estão afogadas nessa sujeira e ensinam muito mais sobre a criminalidade do que sobre a cidadania. É delas que saem os novos dependentes químicos que, para dar sossego ao vício angustiante, começam a vida da bandidagem cometendo pequenos furtos em casa e na vizinhança. Breve estarão empunhando armas pesadas, assaltando e cometendo homicídios.

Nossos poderes estão infiltrados. Igrejas de todas as crenças. Todas as classes sociais. Homens, mulheres, raças e profissões. Nada, absolutamente nada tem escapado às garras desse potentado econômico que hoje fatura no mundo, um montante maior que o próprio PIB dos Estados Unidos.

E por aqui queremos resolver isso na instância primária da guerrinha urbana entre polícia e bandido. E, enquanto a primeira traz a tona alguns centímetros desse imenso bloco de sujeiras, o iceberg descomunal do tráfico continua impávido e incólume, suprindo a demanda que se avoluma dia a dia.

O Brasileiro é um ser estranho. Tem muito mais medo do bafômetro do que de dirigir embriagado. Contravenção de trânsito é coisa permitida, em todas as vias onde não existam policiais em vigilância. O Brasileiro acredita piamente na impunidade e, eleição após eleição, entope os cargos eletivos com safados de todos os matizes, que os ocupam pensando em ficar mais perto das gordas possibilidades de corrupção que o poder oferece. O Brasileiro tem memória curta e assim esquece em poucos meses, tudo o que deveria permanecer na memória de quatro em quatro anos.

O Brasileiro é idólatra e aplaude de pé as fanfarronices das promessas nunca cumpridas, bastando pra isso a presença física dos seus ídolos abraçando criancinhas em meio ao horário político. No Brasil quem elege é a mídia e não as propostas dos candidatos. E não importa aqui se estes tenham inúmeros processos na justiça, por improbidade, abuso de poder econômico, pedofilia, pungas ou mesmo homicídio.

Sem dúvida nenhuma o futuro Brasileiro está comprometido. Ou este povo muda suas concepções velhas e ultrapassadas, para um estágio de civilização mais avançada, onde todos serão cônscios de suas obrigações e deveres, ou será soterrado por uma avalanche de criminalidade imensa comandada apenas pelo poder econômico, sem noções primárias de humanidade e cidadania.

Avalanche provocada pelo imenso, coeso e unido bloco da corrupção - hoje já imbatível - ou por uma imensa e incomensurável pedra de crack.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

FRASES

NÃO TENHO DÚVIDA NENHUMA DE QUE NÃO TENHO CERTEZA DE ABSOLUTAMENTE NADA.

A VERDADEIRA DIFERENÇA ENTRE BUSH E OBAMA


domingo, 5 de abril de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PODRES PODERES

È inacreditável o nível de fragilidade a que chegaram os poderes no Brasil. Podres poderes que, em vista das milionárias verbas pagas com o suor de quem trabalha, passaram a enterrar massa podre nos seus próprios alicerces. O resultado é que toda a estrutura afunda dia a dia, os pilares de sustentação estalam e as paredes balançam apenas com o sopro que sai das bocas indignadas, que expõem verdades velhas conhecidas.

E esse balança mas não cai ainda conta com a força poderosa de bolas imensas de demolição, chamadas no mundo virtual da internet, de sites eletrônicos. E isso significa um jornalista que compra um domínio na net, alguns computadores e, de posse desse impressionante poderio bélico, começa a disparar petardos indefensáveis contra débeis estruturas, assentadas em poças de lama e corroídas diuturnamente por ratazanas gordas e fartas.

Não haveria aí uma inversão de valores? Seria a mídia a ré de questões mal explicadas e escondidas do povo, nas caixas pretas indevassáveis das ações dos nossos homens públicos? Seriam os sites eletrônicos, hoje adjetivados de “baixa estatura moral”, que verdadeiramente cometeram a corrupção que hoje abarrota as prateleiras judiciárias, e que nomina claramente os patrocinadores da orgia e das bacanais financeiras feitas com o dinheiro público? Acho que não. Isso seria como imputar ao defunto a culpa pelo seu próprio assassinato.

Seriam falsas as informações publicadas em todas as linhas da mídia Brasileira sobre a podridão que envolve a política no Brasil? Seriam apenas injuriosas e infamantes as notícias que dão conta das ladinices, que envolvem a maioria plena de todo o cenário legislativo do País? Acho que também não. Nunca e jamais tão poucos conseguiriam enganar tantos por tanto tempo.

Há que se considerar também que injuria e difamação podem ser combatidas com a espada da lei, que costuma abrir cicatrizes imensas no corpo daqueles que vivem de insultar e ofender posturas corretas de pessoas honestas. E isso definitivamente não é, nem de longe, o retrato claro e nítido do que se escancara na visão de todos. O que se vê é a imagem da sujeira, é a foto do lixão e seus urubus, que , com palavras vãs e sem densidade, tentam defender com garras e bicos, o que consideram de sua propriedade.

De tudo o que eu li nessa tão propalada “imprensa marron” quase nada foge da verdade. Os exageros não passam de retórica, com o uso de palavras mais contundentes usadas a bel prazer pelos que detêm a arte de escrever. Nada mais que isso. Até porque folhas de pagamento paralelas, uso indevido de passagens aéreas, mordomias sem limites, verbas indenizatórias e outras pungas, não são factóides buscados na imaginação fértil de quem quer que seja e cabem com folga nos orçamentos estonteantes que bancam instituições sem resultados visíveis em prol dos votos nelas confiados.

Vamos abrir processos senhores legisladores do Brasil! Vamos colocar na cadeia esses jornalistas malditos que insistem em não deixar que Suas Excelências cumpram em paz a grande obra desse imenso esforço em prol do bem estar de todos. Vamos provar com documentação gorda e densa que na verdade tudo não passa de calúnia e insultos, vindos de quem não tem mais o que fazer do que falar mal da vida alheia.

Eu gostaria muito de ver isso. Gostaria, mas não vou ver. A estatística mostra claramente que uma porcentagem muito pequena das pendengas entre mídia e poder, se volta contra os jornalistas. E talvez isso seja mais uma das imensas injustiças cometidas contra a probidade dos poderes no Brasil. Podres poderes.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O PRESIMENTE


Para os que, como todo Brasileiro, têm memória curta, resolvi dar uma forcinha para ativar neurônios demagógicos preguiçosos. Esse blá blá blá de um milhão de casas é filme repetido e foi lançado nas telas da ilusão Brasileira em 2006, quando a verboréia desenfreada do Planalto expôS a construção de seiscentas mil casas.

E como já lá se vão três anos, e eu resolvi dar um doce a quem indicar um só morador de qualquer taperinha, mesmo que nos confins de Judas, dessa que foi mais uma das promessas do nosso presimente.

Acho que vou mais longe. Acho que o PAC não existe. Acho que tudo não passa de um imenso plano eleitoral. Acho que não existe dinheiro. Acho que a construção civil do País não tem possibilidade de dar suporte pra sustentar essa imensa mentira. Acho que vamos gastar bilhões na divulgação de mais uma das imensas parlapatices eleitoreiras.

E nesse meu achismo eu aconselho aos moradores dos barracões da miséria que não destruam seus humildes lares, com vista ao futuro teto dessa podre promessa. Ela já nasceu derrubada pela enxurrada do dinheiro público, que já começa a ser gasto antecipando as próximas eleições.

terça-feira, 17 de março de 2009

O BRASIL FORA DA ORDEM MUNDIAL


Fica claro que a manutenção das altíssimas taxas de juros no Brasil está embasada em possíveis questões que podem afetar nosso sistema financeiro, a começar pelo desequilíbrio entre opções de investimento e poupança. Outro grande argumento é que taxas de juros menores podem acarretar aumento de demanda e conseqüente inflação.

Isso lá é hora de se pensar em mercado financeiro, enquanto o mundo inteiro assiste o frisson da queda livre do consumo? Isso é hora de pensar em manter a economia sob a camisa de força dos altíssimos custos de produção, enquanto empresas se desesperam para manter pelo menos o equilíbrio entre receita e despesa, sem demissões, hoje absolutamente necessárias?

Algo está fora da ordem. Na contra mão da inteligência internacional o Brasil teima em esfriar ainda mais uma demanda gelada, já quase esbarrando em zero.

O momento é de baixar o assalto dos impostos e a agiotagem declarada praticada pelo País. Isso aliviaria em pelo menos 30% o custo das mercadorias e serviços que hoje custam ao povo Brasileiro 4 meses de trabalho, e que, emagrecendo a economia doméstica, enche a pança do leão da receita.

Haja paciência!

segunda-feira, 16 de março de 2009

IMPOSSIVEL NÃO COPÍAR ( JB IQUE)

PRESENTE DE GREGO

O Governo pretende combater a crise, aumentando as linhas de crédito do já endividado povo Brasileiro. A solução é simples porem maliciosa. Com ela, o consumidor em tempos de vacas magras, vai buscar recursos a qualquer custo, dentro das taxas de juros exorbitantes cobradas no País.

E o pior é que vai deixar 40% de tudo o que consome para o famigerado leão da Receita Federal. Uma idéia maquiavélica que vai refinanciar os problemas causados pelo poderoso mercado financeiro internacional, com o bolso já magérrimo da classe média e da pobreza do País.

Um verdadeiro presente de Grego. Fique de olhos bem abertos. Sem dívidas todo mundo dorme melhor e não corre risco de problemas cardíacos.

domingo, 15 de março de 2009

OLHA O TAMANHO!

O ABRIDOR DE LATAS


Como eu já disse, todos os dias os poderes Brasileiros inventam novas ladinagens. Agora chegou a vez do nepotismo terceirizado. Um jeito simples de contratar pessoas, pagas com o dinheiro público e sem vínculos empregatícios diretos.

O esquema anda funcionando bem e acontece quando instituições públicas contratam empresas terceirizadas, que se obrigam a admitir um número pré-estabelecido de funcionários novos. O resto é fácil e o “chefe” do órgão público pode contratar sobrinhos, parentes, cabos eleitorais e etc...

Já dizia a sabedoria antiga que “quem inventou o cinto de castidade, inventou o abridor de latas”.

sábado, 14 de março de 2009

QUADRILHA


Em um dos seus grandes poemas, Carlos Drummond de Andrade descreve fatos corriqueiros do cotidiano, aparentemente sem qualquer conteúdo. Aparentemente, apenas aparentemente. O poema se intitula Quadrilha e descreve acontecimentos comuns aos relacionamentos, mas surpreende ao final mostrando dolorosamente o que o futuro reserva a eles.

“João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém”.

É assim que o grande mestre de Itabirito inicia sua estória. Todos os protagonistas se entrelaçam com suas paixões não retribuídas e que vão desaguar em Lili, a única que não amava ninguém. E assim, em poucas palavras fica descrito com clareza as emoções jovens dos seres humanos, totalmente despreocupadas com o futuro. Mas o futuro chega e Drummond, em mais um parágrafo, expõe a surpresa final, escancarando o contrário do que comumente esperamos de histórias assim.

”João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história”.

E assim Lili que não amava ninguém, foi a única que se deu bem na história e com um personagem que não fazia parte do contexto.

Bem mais tarde, Chico Buarque de Holanda aproveitou-se dessa grande idéia de Drummond e inundou os ouvidos do Brasil com uma canção chamada Flor da idade. Chico respeitou a coluna vertebral do poema bem como suas ramificações nervosas, mas acrescentou mais despudores a ela. Em sua música Holanda retrata a Maria, uma das protagonistas do poema de Drummond, e a envolve em uma permissividade promíscua, como soe ser a vida da juventude dos novos tempos.

Nessa música Chico homenageia Drummond de uma forma singela colocando o título do poema ao final da letra.
"Carlos amava Dora, que amava Lia, que amava Léa,/Que amava Paulo, que amava Juca, que amava Dora, que amava /Carlos amava Dora, que amava a vida, que amava Dico,/Que amava Rita, que amava Dico, que amava Rita, que amava / Carlos amava Dora, que amava Pedro, que amava tanto, / Que amava a filha que amava Carlos, que amava Dora,/Que amava toda a quadrilha /Que amava toda a quadrilha /Que amava toda a quadrilha".

Eu não sei porque mas isso me lembra um pouco a estrutura política do Brasil. Completamente perdidos de suas ideologias e voltados únicamente para interesses políticos e casuísmos, os partidos perderam sua identidade e hoje se amam promiscuamente na luta anti democrática de buscar espaços entre as mil possibilidades do poder.

E assim nascem entrelaçamentos estranhos que colocam sob o mesmo lençol as safadezas noturnas dos encontros maliciosos entre ideologias as vezes totalmente antônimas.

O resto é fácil. É só substituir os protagonistas da letra de Chico Buarque, que, fazendo o mesmo com o poema de Drummond, me dá o direito de fazê-lo.

Lula que ama Collor, que ama Dilma, que ama Renan, que ama Sarney, que ama Edmar,que ama Agaciel, que ama Dirceu, que ama Temer que ama toda a quadrilha.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O MAR DE LAMA

Eu, aqui comigo mesmo, tenho sérias dúvidas de que os Brasileiros saibam da sujeira em que estão metidos. E até porque os próprios corruptólogos de plantão, se esforçam muito e, no máximo, chegam perto de vinte por cento de todo o nosso velho conhecido mar de lama. E a explicação é simples: para cada corrupção praticada existe um aparato de experts jurídicos, advogados e outras verdadeiras inteligências, detectando brechas na lei por onde devem passar a mão da punga leviana.

Que tal começar imaginando mais de um milhão de “quentinhas”, marmitas de comida, entregues para meio milhão de presidiários diariamente – almoço e jantar – com preços superfaturados? Pensou? Pois é. Toda essa despesa deve girar em torno de trezentos milhões de reais por mês ou três bilhões e seiscentos mil reais por ano, sendo que uma boa parte dessa grana vai servir de alimento a contas bancárias gordas e obesas, espalhadas por esse Brasilzão afora.

E não é só isso. A folha corrida da safadeza é muito extensa. Horas extras pagas em férias, limpeza urbana em todos os municípios com contratos questionáveis, merenda escolar terceirizada ou comprada de forma irregular, indústria de multas do Detran sem qualquer satisfação de destino do dinheiro arrecadado, cabide de empregos para cabos eleitorais em todos os poderes, obras públicas com “comissões” irregulares e direcionadas, nepotismo cruzado ou escondido de forma a enganar os olhares mais atentos, infiltração do crime organizado na segurança pública, cooptação de policiais para o universo do narcotráfico, pagamento de propinas para o legislativo para aprovação sem discussão de propostas do executivo, campanhas publicitárias marketeiras e milionárias para indução de opinião pública, partidos políticos disputando o comando de centenas de bilhões de reais dos fundos de pensões mais poderosos do País e daí em diante.

Não dá pra nominar uma a uma. Não bastassem as já diariamente divulgadas, ainda existem as que são criadas diariamente, bastando pra isso um espaço que caiba um dedo cheio de manhas e lá vai dinheiro público pro ralo.

A publicidade oficial, por exemplo, que deveria manter os eleitores informados sobre as ações importantes de todos os poderes, de uma hora pra outra passa a ter outros significados. Verbas que devem ser direcionadas com competência para veículos com audiência comprovada , passaram a ser fortes aliadas de manobras políticas, enchendo as burras da mídia opaca e sem visibilidade. E mais: hoje, a impressão que se tem é o da compra do silêncio, em uma ordenação estranha que caminha ao revés da boa comunicação. E até porque se não existe nada de bom para ser divulgado, o melhor é não deixar que se publique a parte ruim.

E convenhamos senhoras e senhores é realmente muito difícil achar uma pequena mina de água limpa nesse oceano de lama. E o pior é que os homens honestos que se encontram no meio dessa pocilga, passam a ser lama também e muita vez considerados como estranhos no ninho. O ódio sobre eles vem com cheiro de enxofre de todos os infernos em ações demoníacas que pretendem emudecer suas línguas e aleijar suas mãos que rejeitam todas as falcatruas.

E assim lá vamos nós como os três macacos conhecidos. Cegos por não vermos nada. Surdos por não ouvirmos nada a não ser informações da mídia Brasileira, na maioria das vezes cooptada por interesses econômicos. E mudos, por não termos nada a dizer e nem a quem dizer.

Um povo cego, surdo e mudo como se os poderes se internassem em uma bolha totalmente isolada, totalmente vedada à xeretice externa e ainda à prova de som.

Um triste quadro de uma democracia respaldada por um constituição cidadã, como disse Ulysses Guimarães e considerada das mais modernas de todo o mundo, não fosse o mar de lama que a deixa boiando sem rumo e sem destino.

IMPOSSIVEL NÃO COPIAR ( nanihumor.blogspot.com)


terça-feira, 10 de março de 2009

O ENIGMA


Posso simplesmente ir no onde quero,
Mas simplesmente vou no onde posso.
Há um limite e o depois é sempre branco
E o que se sabe não ter sido escrito,
É o que presentemente me alivia.

E é aí que vive o desespero:
O não saber do fogo que me espera,
E o que me tange a caminhar pro fogo.
Na apnéia comum ao mundo inteiro,
Na imobilidade cruel da impotência.
Se não devo, porque quero
Viver assim em pleno suicídio?
Eu que nunca realizei um sonho,
E ainda assim sou mais
Que os que não sonham.

Eu que nunca acelerei meus passos,
E ainda assim sou mais
Que os que não andam
Eu que sempre dou mais do que recebo,
Na minha questionável humildade.

A crueldade é o futuro, que questiona:
Serei eu a minha própria recompensa?
É só em mim que encontrarei amparo?
Talvez não goste do ser que fui gerado,
Por não encontrar meus pares na desordem
De emoções hoje tão insignificadas.

Preciso escrever o glossário do meu mundo
E assim quem sabe um dia alguém me entenda.

domingo, 8 de março de 2009

IMPOSSÍVEL NÃO COPIAR ( Enio)

MULHER BRASILEIRA

Dia das mulheres assassinadas

Dia das mulheres espancadas

Dia das mulheres desrespeitadas

Dia das meninas jogadas pela janela

Dia da infância feminina estuprada

Dia da inocência vendida

Dia da imaturidade grávida

Dia da revolta sufocada

É possível comemorar o Dia Internacional da mulher, no Brasil?

sexta-feira, 6 de março de 2009

A MORTE DO ÚLTIMO DEUS PAGÃO

Neste mundão velho o negócio é assim: nada pode ser muito apertado e nem muito frouxo. Nada pode ser muito quente ou muito frio. Nada pode propor qualquer radicalismo. E isso significa que até o excesso de liberdade, pode significar o direto no queixo da ordenação social e levar toda a sociedade a nocaute, babando pelo canto da boca.

Uma vez alguém disse que o Capitalismo não daria certo pelo excesso de frieza dos seus conceitos, e que o socialismo seria impraticável pelo excesso de romantismo que significa todo o seu contexto. E isso é pura verdade. O Capitalismo fechou tanto o cerco em cima do capital, que este passou a ser o valor maior da moral e da ética vigente, classificando seres humanos apenas por tudo o que são capazes de produzir e transfomar em dinheiro, que não recebe inteiro.

Qualquer mão de obra paga seu salário em dois ou 3 dias da sua produção, ficando os 27 reastantes para o poder econômico do proprietário da indústria, impostos e outras imposições estranhas à sua própria vida. O INSS que abre sua bocarra sobre as folhas de pagamento, por exemplo, não segura ninguém em lugar nenhum, mesmo sendo Instituto Nacional de Seguro Social.

E é aí que o excesso radical se mostra. O trabalhador Brasileiro nunca trabalha para ele e sim para poder suprir suas necessidades básicas na velha rotina de trabalhar para permanecer vivo, para trabalhar novamente, para permanecer vivo. E os números bem demonstram isso. Cem operários da construção civil levantam um prédio de 20 andares em um ano e no final custam no máximo 10% do valor final da obra. Isso sem contar a insalubridade e os perigos constantes que matam milhares de trabalhadores por ano.

Depois que inventaram o Neo Liberalismo, a grande burrice moderna que joga nosso futuro e a nossa sorte nas mãos de um suposto “mercado” – uma instituição macro e disfarçadamente anônima que responde por tudo o que pode ser transformado em dinheiro e por tudo o que o dinheiro pode transformar – a coisa ficou pior ainda.

O que acontece é que essa instituição não é tão anônima assim. Ela leva o nome do grande poder econômico do mundo e conglomerados financeiros espalhados por países do primeiro mundo que, não satisfeitos com a posse de quase todo o meio monetário circulante no mundo, ainda criaram o grande cancro humano chamado mercado de capitais e suas especulações sofisticadas e sujas.

Um dos grandes exemplos de neoliberais Brasileiro é o ex Presidente Fernando Henrique Cardoso. Em nome dessa teoria que hoje bambeia suas pernas, entregou a preço de banana dezenas de empresas estatais nas mãos implacáveis da iniciativa privada. A Embraer foi uma delas, entregue de mãos beijadas à iniciativa privada pelas mãos também neoliberais de Itamar Franco.

E iniciativa privada é assim: se tem dinheiro tem emprego. Se não, todo mundo no olho da rua. Em outras palavras, o dinheiro de altíssimos lucros do passado recente, fica morto e enterrado e não ressuscita mais. Lucros e águas passadas não movem mais nada.

E assim caminha a humanidade. Seres humanos sendo guiados pelo deus “mercado”, adorado nos grandes templos do consumo e recebendo seus dízimos em euros e dólares. Pessoas sendo educadas para produzir e consumir e que só carregam, na pequenez que o capitalismo transformou seus cérebros, essas duas possibilidades de vida. E que buscam seus lugares ao sol do poder para escancarar suas caríssimas aquisições ou transformar o mundo na dualidade do déspota e do escravo.

Mas eis que de repente, não mais que de repente, o falso Deus comete um erro. E o mundo inteiro boquiaberto descobre que sua mais adorada divindade é burra e idiota. Descobre também que seres humanos não são verdes e nem trazem escrito na pele outra grande blasfêmia “in god we trust”. E agora, pasmo com a barbeiragem que acaba de levar o planeta inteiro à bancarrota, quer estatizar tudo de novo.

Ser humano é outra coisa. Até porque dinheiro não chora, não fica feliz, não sofre, não sorri e, principalmente, não ama.

quarta-feira, 4 de março de 2009

FORMAÇÃO DE QUADRILHA


O PMDB e o DEM acabam de presentear o Ex Presidente Fernando Collor de Mello, - aquele do bloqueio das poupanças comandado pela Bruxa Zélia Cardoso , e que posteriormente foi catapultado do Planalto por todas as espécies de sujeiras imagináveis, - com o cargo de Presidente da Comissão de Infra Estrutura do Senado.

A pressão foi tanta que detonou a Senadora Ideli Salvatti PT(SC). Com esses poderes Fernandinho vai decidir sobre aplicações de bilhões de reais que serão investidos no Brasil pelo eleitoreiro Programa de Aceleração do Crescimento.

Um fato interessante chama a atenção. Collor conseguiu essa façanha graças a articulação feita por Renan Calheiros, outro símbolo da probidade e justeza de caráter da política Brasileira.

E assim as raposas cada vez mais assumem cargos de guardiãs dos galinheiros.

REIVINDICAÇÃO ACEITA


Atendendo a uma solicitação coerente da amiga Akemy, exponho um breve relato da vida de Ivo Patarra, com foto e tudo. Obrigado. Opiniões sempre ajudam.

Nascido em São Paulo em 1958, Ivo Patarra, jornalista, foi repórter dos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde. Como profissional independente publicou, entre outras, as reportagens "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?". Ivo Patarra também respondeu pelos departamentos de comunicação das Prefeituras de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

terça-feira, 3 de março de 2009

A marolinha


A bruxa está solta. A marolinha do Presidente anda defenestrando trabalhadores pra todo lado. Dá até pra ver os pobrezinhos voando de dentro das industrias para o olho da rua, depois de um ponta pé bem dado. Caem estatelados, meio em estado de choque, olhos esbugalhados, como os crucificados que blasfemam um “Pai porque me abandonaste?”. A aquisição do golzinho zero vai ter que ser adiada, e a instituição bancária o arrancará da humilde garagem a fórceps, sem mesmo saber o que fará com ele.

A alimentação familiar terá que ser contida e cortada na carne e nas mordomias desnecessárias como pacotes de bolachas, garrafas de pinga para a batidinha do final de semana, nas frutas abusivas como a laranja, o abacaxi e a melancia, no iorgurte da meninada e ainda nas verduras desnecessárias como o alface, o tomate e o gerimun.

Telefone? Nem pensar.Pobre precisa aprender que não tem esse direito. Cervejinha no buteco com os amigos? Para com isso. Aquele antigo cineminha de fim de semana? Impossivel. O melhor a fazer é investir da pirataria pra ver o filme em casa, se as prestações do DVD estiverem em dia. Se não...

Parece brincadeira, mas não é. A marolinha do Lula já anda com ares de tsunami. E pior que a própria marolinha é o proveito que as industrias estão tirando dela. Empresas que faturaram horrorores nos últimos cinco anos, e que agora respondem laconicamanete...é a crise! E mais, forçando a malemolente benevolência federal a abrir as torneiras do dinheiro público, e despejar rios de dinheiro em mãos safadas e aproveitadoras.

Estamos na ante sala do inferno. Em breve este País vivenciara a maior onda de violência de toda a sua história. E infinitamente maior do que a atual, que escancara à nossa frente crimes contra a vida por algumas dezenas de reais. O mercado promissor será o do tráfico, que hoje anda aposentando seus veteranos de trinta anos, e trocando-os por levas e levas de uma meninada sadia, mais destemida e mais sonhadora.

Os tempos, que hoje ainda estão embrulhados no pacote lacrado do futuro, prometem horrores. Dá pra antever a maior onda de desemprego nunca vista por aqui, e que, de uma traulitada só, decepou as esperanças de quatro mil trabalhadores da Embraer, considerada uma das mais robustas fábricas de aeronaves do mundo. Eles são apenas uma pequena parcela dos dois milhões que já foram enviados para a rua da amargura e das agruras da perda de postos de trabalho.

Enquanto isso, no reino da fantasia, repleto de castelos magníficos não declarados, de residências à beira do lado Paranoá, desconhecidas da Receita Federal, a gastança não tem limite. A cervejada é paga nos cartões corporativos, ou na indecência de uma verba indenizatória que devolve à pobreza dos legisladores, todo e qualquer gasto feitos em nome da dedicação e seriedade com que eles se dedicam à luta pelos anseios do povo.

Comprou perfume pra amante? Sem problemas. Carne para a churrascada nas chácaras hollywoodianas do entorno de Brasilia? Bobagem. Whiskys doze aninhos? Fica frio. Passagens para férias em Porto de Galinhas, sobre o pretexto de analisar a influência do tráfego de transatlânticos, sobre a vida dos carangueijos azuis ou dos baiacus? Ta valendo!

E assim o governo finge que não há nada de novo no front, e nós, do povo, fingimos não ver os mísseis teleguiados caindo às nossas portas, na vida minada e repleta de perigos espalhados por todas as esquinas.

Marolinha. Apenas uma marolinha. Isto porque o plano do planalto é alto. E nas alturas haverão de chegar apenas respingos, que haverão de enodoar de lama os ternos de griffe dos empoados legisladores, ministros e outros servidores eficazes da necessidade Brasileira.

Mas isso combina bem. Ternos manchados dão um toque de elegância a toda e qualquer alma suja.

segunda-feira, 2 de março de 2009

INVERSÃO DE VALORES


As vezes eu fico pensando coisas tão absurdas, que é difícil saber de onde vêm e porque me atormentam tanto ao ponto de me incitar a descrevê-las. Acontece que, para o escriba, o texto pronto significa a tarefa terminada, o alívio do refluxo de algo que embrulhou seu estomago, ou aquele xixi gostoso após o encontro de uma bexiga cheia e a visão aliviante de um santo banheiro.

Desta vez, vou ao papel por pensamentos insólitos. Desses que só podem mesmo fazer residência na cabeça de doidos varridos, ou que já andam vendo coisas de tanto sofrer por conta da irresponsabilidade dos poderes no Brasil. Uma estranha esquizofrenia, capaz de colocar chifres e roupas vermelhas em anjos e vestir de branco os piores demônios que o inferno em que vivemos já viu.

Nesse desvario eu começo a inverter valores dando inicio a um processo de repensar o erro e o acerto, a honestidade e a safadeza, o justo e a injustiça. A imaginação divaga, vai longe e me direciona a uma tese totalmente inusitada: será que todos os Brasileiros estão errados e são os poderes Brasileiros os verdadeiros detentores da razão? Será que a reclamação uníssona de um povo inteiro não passa de chororô de gente mal resolvida que só pensa em ficar azucrinando a vida de Presidentes, Governadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores? Será?

A resposta não tem muita importância porque o que me interessa é a minha maluquice. Maluquice de pensar em um Ministério Público repleto de homens gordos e ociosos na plenitude do far niente, gozando suas vidas em poltronas confortáveis, ar condicionado, e verbas polpudas para gastar sem prestar satisfação. Uns coçam dedos do pé que descansam sobre mesas caríssimas. Outros conversam com jornalistas apaixonadas que buscam a qualquer custo a proximidade do poder. Outros ainda ficam horas e horas em salas de bate-papo na net ou no MSN pra passar o tempo. Alguns vêem sites eróticos, enquanto parceiros jogam baralho disputando o almoço.

A ociosidade é tanta que de repente um deles, cansado de tanto não fazer nada, se levanta com uma grande idéia: ê cambada ...que tal a gente começar a perturbar a vida de alguns políticos?. A ovação é geral: boaaaaaaa....legal...valeu...eu topo.... A única dúvida é saber quem será perturbado. Isso é rapidamente sanado por alguém que propõe um sorteio. Feito o sorteio é só ligar o guardião (aparelho capaz de gravar conversas telefônicas de 400 pessoas simultaneamente) e pronto. Em breve todo mundo verá mandados de prisão sendo levados pela Polícia Federal e conseqüente prisão de políticos honestos, dignos e de passado irrepreensível. Aparato lindo, com carros pretos pintados de dourado, luzes feéricas parando em portas de mandatários, cercados por fotógrafos, cinegrafistas e outros urubus ávidos pela carniça da podridão, que exala o mau cheiro porcino de estruturas e carcaças apodrecidas.
Pobres Governadores desse Brasil afora! Não se passa um minuto sequer sem que a injustiça lhes teça acusações e impropriedades.

Pobres Deputados de nossas ilustres e comedidas Assembléias desta nação imensa!
Não há um átimo de tempo sem que sites, jornais, revistas, rádios e outras mídias não os foquem pelas lentes da invasão de privacidade e os tirem da tranqüilidade e da luta pela resolução dos problemas de sua gente. Gente humilde que só pensa em trabalhar com dignidade e com as intenções mais honestas.

Pobres Senadores! Em todo o tempo ficam lhes iluminando com holofotes imensos, sem tréguas e sem alívio, mesmo na hora sublime de fazer amor com jornalista nos gabinetes confortáveis de suas lidas diárias.

Pobres funcionários detentores de cartão corporativo! Não se lhes entendem a necessidade humilde de alugar um avião inteiro para sete pessoas por 348.000 reais ou o ato simples de comprar uma simples tapioca por outros 8 reais.

Como é dura a vida dessa gente! E como é cruel essa justiça que os impede de gastar com sossego o dinheiro recolhido em impostos, por escravos do reino da ostentação e da vaidade, que a ignorância costuma chamar de povo. Ninguém os entende. Ninguém acredita em nada do que dizem.

Mesmo que esbravejem suas verdades nos parlatórios dos plenários e outros púlpitos. Mesmo que provem com palavras bem pensadas e geralmente escritas por defensores altamente especializados.